{"id":825,"date":"2020-06-01T15:41:12","date_gmt":"2020-06-01T18:41:12","guid":{"rendered":"http:\/\/servicentermedic1.hospedagemdesites.ws\/blog\/?p=825"},"modified":"2020-06-01T15:41:12","modified_gmt":"2020-06-01T18:41:12","slug":"coronavirus-cuide-da-sua-imunidade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/?p=825","title":{"rendered":"Coronav\u00edrus: cuide da sua imunidade!"},"content":{"rendered":"<p>Em meio \u00e0 pandemia da Covid-19, cuidar da sa\u00fade \u00e9 fundamental.Respons\u00e1vel pelas defesas naturais do nosso organismo, o sistema imunol\u00f3gico virou o centro das aten\u00e7\u00f5es em tempos de coronav\u00edrus. Isso porque, como ainda n\u00e3o temos medicamentos ou vacinas para nos proteger desse novo v\u00edrus, combat\u00ea-lo depende inicialmente da capacidade de resposta de cada indiv\u00edduo \u00e0 doen\u00e7a, conhecida como covid-19.<\/p>\n<p>Sendo assim, mesmo que n\u00e3o impe\u00e7a ningu\u00e9m de contrair a doen\u00e7a, ter uma imunidade em dia \u00e9 vital para ajudar na luta contra a infec\u00e7\u00e3o e na recupera\u00e7\u00e3o do doente, dizem especialistas ouvidos pela BBC News Brasil. Segundo eles, s\u00e3o quatro os pilares de uma &#8220;boa imunidade&#8221;: praticar exerc\u00edcios f\u00edsicos regularmente, reduzir o estresse, dormir bem e ter uma alimenta\u00e7\u00e3o balanceada.<\/p>\n<p>Mas, antes de tudo, os especialistas alertam para outro tipo de combate, contra a &#8220;desinforma\u00e7\u00e3o&#8221;. O principal mito \u00e9 a suposi\u00e7\u00e3o de que podemos &#8220;elevar nossa imunidade&#8221;, dizem.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o existe essa hist\u00f3ria de imunidade alta. Existe imunidade normal ou imunidade baixa por algum problema que a pessoa tenha, como doen\u00e7as ou uso de medicamentos imunossupressores (que reduzem a atividade ou efici\u00eancia do sistema imunol\u00f3gico, usados, por exemplo, quando o paciente recebe um \u00f3rg\u00e3o transplantado). Imunidade alta n\u00e3o existe, n\u00e3o tem como elevar a imunidade&#8221;, explica o infectologista Alberto Chebabbo, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia e diretor-m\u00e9dico doHospital Universit\u00e1rio Clementino Fraga Filho, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>&#8220;Ou seja, quem tem imunidade normal, tem o risco de contrair a doen\u00e7a e desenvolver os sintomas. Quem tem imunidade baixa, inclusive os idosos, porque seu sistema imunol\u00f3gico j\u00e1 envelheceu, tende a apresentar os sintomas mais graves da doen\u00e7a&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>Ana Caetano Faria, professor titular de Imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), concorda. &#8220;O que ocorre \u00e9 que nosso estilo de vida faz com que nossa imunidade caia. Ou seja, existem formas de restabelecer a normalidade de nosso sistema imunol\u00f3gico, mas n\u00e3o elev\u00e1-lo&#8221;, diz.<\/p>\n<p><strong>Como funciona o sistema imunol\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<p>O corpo tem barreiras para impedir a entrada de pat\u00f3genos, como s\u00e3o chamados os microrganismos que afetam nossa sa\u00fade. Elas podem ser mec\u00e2nicas, como a pele, microbiol\u00f3gicas \u2014por exemplo, a flora de bact\u00e9rias do intestino \u2014, ou qu\u00edmicas, como as enzimas presentes na saliva ou o suco g\u00e1strico do est\u00f4mago. Se um corpo estranho consegue superar essas barreiras, cabe ao sistema imunol\u00f3gico nos proteger.<\/p>\n<p>Todas as pessoas nascem com defesas naturais contra invasores. Esta \u00e9 a chamada resposta imunol\u00f3gica inata, que \u00e9 acionada automaticamente quando c\u00e9lulas detectam que foram infectadas e enviam sinais qu\u00edmicos para avisar que o corpo est\u00e1 sob ataque. Isso faz com que outras c\u00e9lulas acionem mecanismos para se tornarem menos suscet\u00edveis \u00e0 infec\u00e7\u00e3o e ativem o sistema imunol\u00f3gico, que vai p\u00f4r em a\u00e7\u00e3o c\u00e9lulas espec\u00edficas para combater o invasor.<\/p>\n<p>Sendo assim, Faria, da UFMG, diz que, quando dormimos pouco ou nos alimentamos mal, isso afeta o funcionamento de nosso sistema imunol\u00f3gico de diferentes maneiras. O mesmo ocorre quando deixamos de praticar atividades f\u00edsicas ou sofremos estresse. &#8220;Todos esses pilares s\u00e3o importantes, mas destaco a necessidade de dormimos bem. \u00c9 durante o sono que temos maior produ\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas de defesa pela medula \u00f3ssea. Estudos mostram que dormir menos de cinco horas por noite aumenta em quatro vezes a chance de desenvolver infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias, como gripes e resfriados&#8221;, diz.<\/p>\n<p>J\u00e1 ao praticarmos atividade f\u00edsica de intensidade moderada, liberamos horm\u00f4nios que ajudam a regular nosso sistema imunol\u00f3gico. Por outro lado, quando n\u00e3o nos estressamos, nosso corpo deixa de produzir subst\u00e2ncias que o prejudicam. Por fim, ao seguirmos uma dieta balanceada, ajudamos a fornecer energia para o bom funcionamento de nossas c\u00e9lulas de defesa, resume Faria.<\/p>\n<p>A BBC News Brasil ouviu a nutricionista Julia Granje. Ela alerta &#8220;que n\u00e3o existe nenhum alimento ou vitamina que combata o novo coronav\u00edrus. Mas, obviamente, quando o sistema imune est\u00e1 ativo e saud\u00e1vel, vai ajudar a lutar a combat\u00ea-lo&#8221;.<\/p>\n<p>Confira as dicas dela:<\/p>\n<p>&#8211; Monte um &#8220;prato colorido&#8221;<br \/>\nGranje recomenda comer dez por\u00e7\u00f5es de 80 gramas por dia, sete de legumes e verduras e tr\u00eas de frutas, de cores diferentes. &#8220;Cada cor dos alimentos reflete o tipo de micronutrientes que t\u00eam neles&#8221;. &#8220;Desafio meus pacientes a colocar pelo menos cinco cores no prato&#8221;. Em rela\u00e7\u00e3o aos micronutrientes, ela destaca o zinco e o sel\u00eanio. &#8220;O zinco \u00e9 encontrado nas carnes\u00a0vermelhas e no f\u00edgado de frango. Tamb\u00e9m nas ostras, que s\u00e3o muito ricas em zinco.&#8221; Ela acrescenta que o zinco tamb\u00e9m est\u00e1 presente nos vegetais, &#8220;mas em menor quantidade&#8221;, como no feij\u00e3o. &#8220;A quantidade de zinco que encontramos no feij\u00e3o \u00e9 a metade da de uma carne vermelha. Isso \u00e9 um alerta importante para quem \u00e9 vegetariano&#8221;, assinala.<br \/>\nJ\u00e1 o sel\u00eanio \u00e9 encontrado na castanha do Par\u00e1. &#8220;Duas castanhas por dia j\u00e1 s\u00e3o suficientes. A farinha de trigo tamb\u00e9m \u00e9 fonte de sel\u00eanio&#8221;.<br \/>\nGranje tamb\u00e9m recomenda comer menos carboidratos simples, como massas, arroz branco, p\u00e3es e bolos. Prefira os carboidratos &#8220;complexos&#8221;, ou seja, aqueles integrais, recomenda.<br \/>\n&#8220;N\u00e3o gosto de vilanizar os carboidratos. O problema \u00e9 que o brasileiro come muito pouca fibra. E sabemos que carboidratos simples, quando ingeridos em excesso, tendem a induzir uma resposta inflamat\u00f3ria do nosso corpo, o que pode ser prejudicial se voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 combatendo uma infec\u00e7\u00e3o&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o esque\u00e7a das &#8220;vitaminas antioxidantes&#8221;<br \/>\nSegundo Granje, vitaminas A, C, D e E s\u00e3o muito importantes. Ela ressalva, contudo, que muitos brasileiros v\u00eam se &#8220;supersuplementando&#8221; de vitamina D. &#8220;N\u00e3o adianta tomar vitamina D sem ter a exposi\u00e7\u00e3o ao sol. Pois o que ativa a vitamina D \u00e9 essa exposi\u00e7\u00e3o ao sol. Como se trata de uma vitamina lipossol\u00favel, se voc\u00ea toma em excesso, nosso corpo n\u00e3o a excreta. \u00c9 diferente da vitamina C, que as pessoas tamb\u00e9m tomam em excesso, mas isso \u00e9 excretado pela urina&#8221;, explica.<\/p>\n<p>&#8211; Cuide de seu intestino<br \/>\nGranje destaca que pesquisas mostram a influ\u00eancia da nossa microbiota intestinal em nossa imunidade \u2014nossos intestinos s\u00e3o habitados por 100 trilh\u00f5es de bact\u00e9rias de diferentes esp\u00e9cies. Neste sentido, ela refor\u00e7a a import\u00e2ncia do consumo de fibras. &#8220;Infelizmente, n\u00e3o prestamos muita aten\u00e7\u00e3o a isso.&#8221;<br \/>\nUm imenso estudo conduzido nos Estados Unidos, o Estudo Americano do Intestino, sugere que aqueles cujas dietas incluem mais alimentos \u00e0 base de plantas t\u00eam um microbioma mais diversificado, diz Daniel McDonald, diretor-cient\u00edfico do projeto.<\/p>\n<p>&#8211; Baixo consumo de \u00e1lcool e s\u00f3dio<br \/>\nO \u00e1lcool e o sal em excesso podem ser prejudiciais para o sistema imunol\u00f3gico. Seu consumo deve ser feito com modera\u00e7\u00e3o. Segundo pesquisa da Escola M\u00e9dica da Universidade de Massachusetts (EUA), o consumo exagerado de \u00e1lcool prejudica a capacidade do organismo de combater infec\u00e7\u00f5es virais, especialmente do sistema respirat\u00f3rio, inibindo o funcionamento de prote\u00ednas respons\u00e1veis pela regula\u00e7\u00e3o do sistema imune.<\/p>\n<p>Fonte: UOL<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio \u00e0 pandemia da Covid-19, cuidar da sa\u00fade \u00e9 fundamental.Respons\u00e1vel pelas defesas naturais do nosso organismo, o sistema imunol\u00f3gico virou o centro das aten\u00e7\u00f5es em tempos de coronav\u00edrus. 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