{"id":786,"date":"2020-04-07T12:12:56","date_gmt":"2020-04-07T15:12:56","guid":{"rendered":"http:\/\/servicentermedic1.hospedagemdesites.ws\/blog\/?p=786"},"modified":"2020-04-07T12:12:56","modified_gmt":"2020-04-07T15:12:56","slug":"anticorpos-antiga-alternativa-as-vacinas-que-pode-combater-um-novo-virus","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/?p=786","title":{"rendered":"Anticorpos: antiga alternativa \u00e0s vacinas que pode combater um novo v\u00edrus"},"content":{"rendered":"<p>A pandemia do novo coronav\u00edrus (Sars-Cov-2) est\u00e1 desafiando de uma forma que s\u00f3 parecia poss\u00edvel em romances de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica as estruturas sanit\u00e1rias, econ\u00f4micas, sociais e governamentais do mundo todo. A ci\u00eancia busca solu\u00e7\u00f5es para barrar a pandemia, seja na triagem de medicamentos j\u00e1 existentes, seja no desenvolvendo vacinas. Mas h\u00e1 outras possibilidades. Nosso sistema imune tem capacidade imensa de responder aos est\u00edmulos mais variados, mas n\u00e3o tem resposta pronta para est\u00edmulos novos. A mem\u00f3ria imunol\u00f3gica depende de ter havido um contato pr\u00e9vio. \u00c9 assim que funciona na vacina\u00e7\u00e3o. A inocula\u00e7\u00e3o de uma vers\u00e3o atenuada ou n\u00e3o infectante de um v\u00edrus ensina o sistema imune\u00a0a identificar o verdadeiro agente infeccioso quando se defrontar com ele.<\/p>\n<p>Sendo novo, o v\u00edrus causador da covid-19 encontra terreno f\u00e9rtil para se expandir. A resposta imunol\u00f3gica ao v\u00edrus depende da resposta imune imediata (inata) e tamb\u00e9m da resposta espec\u00edfica, com a produ\u00e7\u00e3o de anticorpos, que neutralizam os v\u00edrus e podem amenizar a doen\u00e7a. Mas nem todos respondem da mesma forma diante de uma infec\u00e7\u00e3o, pois al\u00e9m de fatores individuais, sabe-se que a resposta imunol\u00f3gica decai com o avan\u00e7o da idade. Os idosos possuem mem\u00f3ria imunol\u00f3gica, mas sua capacidade de responder ao est\u00edmulo infeccioso novo \u00e9 diminu\u00edda. Doen\u00e7as cr\u00f4nicas tamb\u00e9m causam preju\u00edzo aos mecanismos imunol\u00f3gicos, conferindo maior vulnerabilidade ao v\u00edrus. Uma op\u00e7\u00e3o terap\u00eautica consagrada que est\u00e1 sendo considerada para tratar pacientes com risco de desenvolver a s\u00edndrome respirat\u00f3ria (a forma grave da covid-19) s\u00e3o os anticorpos presentes nos soros. Esse m\u00e9todo \u00e9 usado desde o s\u00e9culo 19, quando foi constatado que o soro de pessoas curadas de t\u00e9tano e difteria podia ser administrado para curar outros doentes.<\/p>\n<p>O uso de anticorpos enseja uma resposta imediata do organismo, sendo usado no caso de acidentes por toxinas ou animais venenosos, como \u00e9 o caso do soro antiof\u00eddico. Quando mais cedo iniciar o tratamento com anticorpos, melhores os resultados, brecando o agente invasor antes que atinja grande concentra\u00e7\u00e3o ou tenha causado danos.<\/p>\n<p>No caso da covid-19, \u00e9 poss\u00edvel a obten\u00e7\u00e3o dos anticorpos a partir do plasma de pessoas curadas naturalmente. Tal op\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi aprovada pelo FDA (Food and Drug Administration), o \u00f3rg\u00e3o federal americano (equivalente \u00e0 nossa Anvisa \u2014 Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria). A mesma estrat\u00e9gia est\u00e1 sendo considerada no Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Diante dos casos graves de covid-19, \u00e9 natural pensar no uso de anticorpos espec\u00edficos (chamados anticorpos monoclonais humanos), como os desenvolvidos no Instituto Butantan, no \u00e2mbito do nosso projeto tem\u00e1tico da Fapesp \u2014Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S. Paulo. Assim como acontece com uma vacina de covid-19, o desenvolvimento de anticorpos monoclonais em laborat\u00f3rio n\u00e3o \u00e9 imediato e n\u00e3o seria poss\u00edvel ter op\u00e7\u00f5es imediatamente dispon\u00edveis para o controle desta pandemia.<\/p>\n<p>Que sirva de exemplo o uso de anticorpos monoclonais contra o v\u00edrus Zika, cuja pesquisa foi iniciada na epidemia em 2015, encontra-se em est\u00e1gio avan\u00e7ado, mas ainda sem produto aprovado. Outro exemplo aconteceu na epidemia do v\u00edrus \u00c9bola na \u00c1frica ocidental, entre 2013 e 2016, quando anticorpos monoclonais foram utilizados em alguns pacientes em risco de morte, em car\u00e1ter humanit\u00e1rio \u2014 e os salvaram.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, o pesquisador brasileiro Michel Nussenzweig, da Universidade Rockefeller, est\u00e1 recrutando doadores curados de covid-19 para identificar os anticorpos neutralizantes. N\u00f3s tamb\u00e9m entramos num projeto colaborativo com a USP (Universidade de S\u00e3o Paulo) com a mesma finalidade.<\/p>\n<p>Enquanto os anticorpos monoclonais n\u00e3o v\u00eam, pode-se usar o sangue de pessoas curadas da covid-19. Esse mesmo sangue serve de ponto de partida para identificar os anticorpos neutralizantes, obter sua sequ\u00eancia gen\u00e9tica e assim gerar os anticorpos monoclonais mais rapidamente. Tais resultados podem estar dispon\u00edveis, com sorte, em menos de 12 meses.<\/p>\n<p>Fonte: Uol &#8211; Abril 2020<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pandemia do novo coronav\u00edrus (Sars-Cov-2) est\u00e1 desafiando de uma forma que s\u00f3 parecia poss\u00edvel em romances de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica as estruturas sanit\u00e1rias, econ\u00f4micas, sociais e governamentais do mundo todo. A ci\u00eancia busca solu\u00e7\u00f5es para barrar a pandemia, seja na triagem de medicamentos j\u00e1 existentes, seja no desenvolvendo vacinas. 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