{"id":649,"date":"2019-11-11T10:15:43","date_gmt":"2019-11-11T12:15:43","guid":{"rendered":"http:\/\/servicentermedic1.hospedagemdesites.ws\/blog\/?p=649"},"modified":"2019-11-11T10:15:43","modified_gmt":"2019-11-11T12:15:43","slug":"manchas-de-oleo-no-litoral-brasileiro-podem-causar-danos-a-saude","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/?p=649","title":{"rendered":"Manchas de \u00f3leo no litoral brasileiro podem causar danos \u00e0 sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"article-subtitle\"><em>O petr\u00f3leo que est\u00e1 se espalhando pelas praias do Nordeste pode trazer riscos a curto, m\u00e9dio e longo prazo &#8211; e que v\u00e3o al\u00e9m da contamina\u00e7\u00e3o por si s\u00f3<\/p>\n<p><\/em><\/h4>\n<p>Desde o dia 2 de setembro,\u00a0<strong>manchas gigantescas de petr\u00f3leo<\/strong>\u00a0se espalham pelo mar do Nordeste brasileiro. At\u00e9 agora, de acordo com o I<a href=\"http:\/\/ibama.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">nstituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama)<\/a>, 150 localidades de nove estados foram atingidas pelas borras espessas do \u00f3leo, poluindo \u00e1gua, areia e comprometendo todo o ecossistema. Esse j\u00e1 \u00e9 considerado o maior acidente ambiental em extens\u00e3o do litoral do Brasil. E o contato com o petr\u00f3leo bruto traz preju\u00edzos n\u00e3o s\u00f3 ao\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/meio-ambiente\"><strong>meio ambiente<\/strong><\/a>, mas tamb\u00e9m \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>As massas grudentas do \u00f3leo s\u00e3o t\u00f3xicas. Sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica \u00e9 resultado de uma complexa combina\u00e7\u00e3o de hidrocarbonetos (como benzeno, tolueno e xileno), carbono, nitrog\u00eanio e outras subst\u00e2ncias. No entanto, ainda s\u00e3o poucas as pesquisas que avaliam os efeitos do contato humano com o produto.<\/p>\n<p>A maior parte dos estudos sobre os preju\u00edzos \u00e0 sa\u00fade est\u00e1 relacionada ao que ocorreu \u00e0s pessoas que foram expostas ap\u00f3s o derramamento de \u00f3leo resultante da explos\u00e3o na plataforma\u00a0<em>Deep Horizon<\/em>, no Golfo do M\u00e9xico, em 2010. \u201cUma das poss\u00edveis raz\u00f5es para o pequeno n\u00famero de estudos sobre o assunto \u00e9 que acidentes com extensos vazamentos, apesar de graves, n\u00e3o s\u00e3o comuns, principalmente no Brasil\u201d, explica Helena Ribeiro, ge\u00f3grafa e professora do Departamento de Sa\u00fade Ambiental da\u00a0<a href=\"https:\/\/www5.usp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Universidade de S\u00e3o Paulo (USP)<\/a>.<\/p>\n<p>A especialista \u00e9 autora de uma revis\u00e3o de trabalhos sobre o tema. Ap\u00f3s a an\u00e1lise dos resultados, ela concluiu que as consequ\u00eancias da exposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o divididas naquelas de curto, m\u00e9dio e longo prazo, incluindo a\u00ed o impacto psicossocial do desastre ambiental.<\/p>\n<div class=\"ad-content\"><\/div>\n<p>\u201cA curto prazo, o contato com o \u00f3leo pode causar irrita\u00e7\u00e3o na\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/pele\">pele<\/a>\u00a0e mucosas\u201d, explica o toxicologista \u00c1lvaro Pulchinelli J\u00fanior, professor da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.unifesp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp)<\/a>. Os sintomas mais comuns s\u00e3o vermelhid\u00e3o, coceira e ressecamento, que podem aparecer de seis horas a um dia ap\u00f3s contato com as subst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>Nesse caso, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 lavar a pele com \u00e1gua e sab\u00e3o neutro em abund\u00e2ncia. Para os olhos, a indica\u00e7\u00e3o \u00e9 o uso de soro fisiol\u00f3gico. Pessoas que est\u00e3o trabalhando na limpeza de animais e de praias devem usar equipamentos de prote\u00e7\u00e3o, como luvas e roupas protetoras.<\/p>\n<p>Outro impacto de curto prazo s\u00e3o complica\u00e7\u00f5es que surgem ap\u00f3s a ingest\u00e3o de\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/peixes-e-frutos-do-mar\">peixes ou frutos do mar<\/a>\u00a0de \u00e1reas atingidas. A contamina\u00e7\u00e3o pode resultar em n\u00e1useas, v\u00f4mitos e gastroenterite (inflama\u00e7\u00e3o no est\u00f4mago e intestino).<\/p>\n<p>Mariscos e ostras requerem aten\u00e7\u00e3o ainda mais especial. Eles filtram a \u00e1gua para se alimentar e, portanto, acumulam mais res\u00edduos de petr\u00f3leo do que os peixes.<\/p>\n<p>\u201cEvitar esses alimentos \u00e9 sempre a melhor alternativa\u201d, explica o toxicologista \u00c1lvaro Pulchinelli J\u00fanior. \u201cN\u00e3o sabemos como cada pessoa reage aos componentes t\u00f3xicos. Se os inc\u00f4modos persistirem, deve-se procurar um m\u00e9dico\u201d, diz. O sabor alterado ou cheiro forte s\u00e3o bons indicativos de que o alimento n\u00e3o est\u00e1 bom para o consumo.<\/p>\n<p>Fonte: Sa\u00fade &#8211; Abril\/ novembro 2019<\/p>\n<h4 class=\"article-subtitle\"><em>\u00a0<\/em><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O petr\u00f3leo que est\u00e1 se espalhando pelas praias do Nordeste pode trazer riscos a curto, m\u00e9dio e longo prazo &#8211; e que v\u00e3o al\u00e9m da contamina\u00e7\u00e3o por si s\u00f3 Desde o dia 2 de setembro,\u00a0manchas gigantescas de petr\u00f3leo\u00a0se espalham pelo mar do Nordeste brasileiro. 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