{"id":642,"date":"2019-10-21T16:48:34","date_gmt":"2019-10-21T18:48:34","guid":{"rendered":"http:\/\/servicentermedic1.hospedagemdesites.ws\/blog\/?p=642"},"modified":"2019-10-21T16:48:34","modified_gmt":"2019-10-21T18:48:34","slug":"bacterias-multirresistentes-sao-identificadas-fora-do-ambiente-hospitalar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/?p=642","title":{"rendered":"Bact\u00e9rias multirresistentes s\u00e3o identificadas fora do ambiente hospitalar"},"content":{"rendered":"<h5 class=\"article-subtitle\"><em>Pesquisadores brasileiros alertam para o perigo de esses micro-organismos nocivos estarem circulando na popula\u00e7\u00e3o em geral<\/p>\n<p><\/em><strong>Bact\u00e9rias<\/strong>\u00a0da esp\u00e9cie\u00a0<em>Klebsiella pneumoniae<\/em>\u00a0est\u00e3o entre os micro-organismos que mais causam infec\u00e7\u00f5es hospitalares e tamb\u00e9m entre os que mais t\u00eam desenvolvido\u00a0resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos. Pertence ao grupo, por exemplo, a KPC (<em>Klebsiella pneumoniae carbapenemase<\/em>), que ganhou a alcunha de superbact\u00e9ria por produzir uma enzima capaz de inativar os f\u00e1rmacos mais potentes para o tratamento de infec\u00e7\u00f5es graves.<\/h5>\n<h5>Um estudo recente apoiado pela Fapesp e\u00a0publicado no<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S2213716519300323?via%3Dihub\">\u00a0<\/a><em>Journal of <\/em><em>Global<\/em> <em>Antimicrobial<\/em><em> Resistance<\/em>\u00a0mostrou que pat\u00f3genos multirresistentes \u2013 inclusive as produtoras de KPC \u2013 j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o um problema restrito ao ambiente hospitalar no Brasil. Ao analisar esp\u00e9cies de\u00a0<em>K. pneumoniae<\/em>\u00a0na urina de 48 pessoas diagnosticadas com\u00a0infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria\u00a0na regi\u00e3o de Ribeir\u00e3o Preto, no interior de S\u00e3o Paulo, cientistas observaram que 29 amostras (60,4%) continham vers\u00f5es da bact\u00e9ria n\u00e3o suscet\u00edveis a tr\u00eas ou mais classes de antibi\u00f3ticos e, portanto, consideradas multirresistentes.<\/h5>\n<h5><em>\u201cFicamos surpresos ao encontrar bact\u00e9rias com tanta multirresist\u00eancia e virul\u00eancia em pessoas que n\u00e3o estavam hospitalizadas Algumas tinham perfil gen\u00e9tico carater\u00edstico de cepas causadoras de infec\u00e7\u00e3o hospitalar\u201d,<\/em> disse \u00e0\u00a0<a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/inicial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia Fapesp<\/a>\u00a0Andr\u00e9 Pitondo da Silva, professor da Universidade de Ribeir\u00e3o Preto (Unaerp) e coautor do artigo.<\/h5>\n<h5>Pitondo-Silva coordena um projeto que tem como objetivo comparar o perfil molecular de esp\u00e9cimes de\u00a0<em>Klebsiella<\/em>\u00a0isolados em pacientes de hospitais das cinco regi\u00f5es brasileiras (Londrina, Bras\u00edlia, Teresina, Manaus e Ribeir\u00e3o Preto) e de outros pa\u00edses dos cinco continentes (Nova Zel\u00e2ndia, Canad\u00e1, Holanda, \u00c1frica do Sul e \u00cdndia). As amostras da comunidade ribeir\u00e3o-pretana foram obtidas por acaso, quando os pesquisadores coletavam bact\u00e9rias isoladas em pacientes de um hospital local. O trabalho se iniciou quando Pitondo-Silva ainda era da\u00a0<a href=\"http:\/\/fcfrp.usp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Faculdade de Ci\u00eancias Farmac\u00eauticas de Ribeir\u00e3o Preto (FCFRP)<\/a>, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/h5>\n<h5 class=\"ad-content\"><\/h5>\n<h5><em>\u201cNesse hospital parceiro, h\u00e1 um laborat\u00f3rio de an\u00e1lises cl\u00ednicas particular que atende moradores de diversos munic\u00edpios do entorno, al\u00e9m de ser respons\u00e1vel pelos exames dos pacientes internados. Quando nos enviaram as amostras de\u00a0K. pneumoniae, percebemos que nem todas tinham informa\u00e7\u00f5es sobre a ala de interna\u00e7\u00e3o. Ao questionarmos os funcion\u00e1rios, fomos informados que as amostras eram de pessoas que n\u00e3o estavam hospitalizadas. Surgiu, ent\u00e3o, o interesse de estudar essas bact\u00e9rias da comunidade e compar\u00e1-las com as do ambiente hospitalar\u201d<\/em>, contou.<\/h5>\n<h5>Como para os casos estudados n\u00e3o existiam prontu\u00e1rios m\u00e9dicos, n\u00e3o foi poss\u00edvel levantar o hist\u00f3rico de sa\u00fade desses indiv\u00edduos. \u201cNossa hip\u00f3tese \u00e9 que j\u00e1 tenham sido hospitalizados no passado e, durante a interna\u00e7\u00e3o, foram colonizados por essas bact\u00e9rias multirresistentes\u201d, disse Pitondo-Silva.<\/h5>\n<h3>Bact\u00e9rias oportunistas<\/h3>\n<p>A\u00a0<em>K. pneumoniae<\/em>\u00a0pode integrar a microbiota de um indiv\u00edduo durante anos, sem causar problemas. Por\u00e9m, quando h\u00e1 queda na imunidade \u2013 em decorr\u00eancia de uma doen\u00e7a, de um tratamento ou do envelhecimento \u2013 o micro-organismo pode se manifestar de diversas formas. Exemplos: infec\u00e7\u00f5es pulmonares e urin\u00e1rias, feridas (cir\u00fargicas ou escaras) e at\u00e9 mesmo\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/medicina\/ja-ouviu-falar-em-sepse\/\">sepse<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cNo caso de pacientes com infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria recorrente, o risco \u00e9 o quadro evoluir para pielonefrite\u00a0<em>[doen\u00e7a inflamat\u00f3ria que afeta os rins]<\/em>, podendo causar comprometimento renal. Portanto, quando esses pacientes retornam ao hospital, disseminam no local os micro-organismos multirresistentes\u201d, afirmou Pitondo-Silva.<\/p>\n<p>A principal forma de contamina\u00e7\u00e3o \u00e9 o contato com fluidos do paciente infectado, que ocorre por meio de sondas e cateteres, por exemplo. \u201cQuando bact\u00e9rias MDR s\u00e3o identificadas em hospitais, principalmente as produtoras de KPC, s\u00e3o adotados protocolos rigorosos para evitar a dissemina\u00e7\u00e3o, podendo at\u00e9 mesmo limitar a visita\u00e7\u00e3o ao paciente\u201d, disse Pitondo-Silva.<\/p>\n<p>Conhecer as caracter\u00edsticas moleculares das bact\u00e9rias encontradas nos hospitais de diferentes regi\u00f5es do Brasil e do mundo ajuda a entender como os genes de resist\u00eancia e virul\u00eancia est\u00e3o se disseminando e como a esp\u00e9cie est\u00e1 evoluindo, informa\u00e7\u00f5es essenciais para o controle de infec\u00e7\u00f5es e o tratamento correto.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito importante investigar a quais antibi\u00f3ticos a bact\u00e9ria \u00e9 suscet\u00edvel, porque administrar o medicamento errado chega a piorar o quadro cl\u00ednico\u201d, alertou Pitondo-Silva.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Fapesp<\/p>\n<h4 class=\"article-subtitle\"><em>\u00a0<\/em><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores brasileiros alertam para o perigo de esses micro-organismos nocivos estarem circulando na popula\u00e7\u00e3o em geral Bact\u00e9rias\u00a0da esp\u00e9cie\u00a0Klebsiella pneumoniae\u00a0est\u00e3o entre os micro-organismos que mais causam infec\u00e7\u00f5es hospitalares e tamb\u00e9m entre os que mais t\u00eam desenvolvido\u00a0resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos. 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