{"id":551,"date":"2019-06-04T16:31:50","date_gmt":"2019-06-04T19:31:50","guid":{"rendered":"http:\/\/servicentermedic1.hospedagemdesites.ws\/blog\/?p=551"},"modified":"2019-06-04T16:31:50","modified_gmt":"2019-06-04T19:31:50","slug":"diabetes-aprovada-a-primeira-insulina-inalavel-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/?p=551","title":{"rendered":"Diabetes: aprovada a primeira insulina inal\u00e1vel do Brasil"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"article-subtitle\"><em>A comercializa\u00e7\u00e3o est\u00e1 prevista para o 4\u00ba trimestre do ano. A nova modalidade pode substituir as aplica\u00e7\u00f5es de insulina de a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida ou ultrarr\u00e1pida<\/p>\n<p><\/em><\/h4>\n<p>A Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (<strong>Anvisa<\/strong>) autorizou a comercializa\u00e7\u00e3o da primeira\u00a0<strong>insulina inal\u00e1vel<\/strong>\u00a0do Brasil. O medicamento, batizado de Afrezza, vir\u00e1 na forma de p\u00f3, em cartuchos com tr\u00eas tipos de dosagem, e poder\u00e1 ser usado tanto para o diabetes tipo 1 quanto para o tipo 2. Para utiliza\u00e7\u00e3o, o paciente diab\u00e9tico deve encaixar o cartucho no inalador e aspirar o p\u00f3. A subst\u00e2ncia chega ao pulm\u00e3o e \u00e9 absorvida pela corrente sangu\u00ednea, onde cumpre a fun\u00e7\u00e3o de reduzir os\u00a0<strong>n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue<\/strong>.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio da insulina injet\u00e1vel, at\u00e9 ent\u00e3o a \u00fanica vers\u00e3o dispon\u00edvel no Brasil, a Afrezza n\u00e3o exige refrigera\u00e7\u00e3o, o que facilita o transporte e armazenamento, al\u00e9m de reduzir o n\u00famero de aplica\u00e7\u00f5es di\u00e1rias, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente. Apesar disso, especialistas ressaltam que a medica\u00e7\u00e3o tem limita\u00e7\u00f5es, incluindo a pouca variedade de dosagens, a contraindica\u00e7\u00e3o para pacientes com problemas pulmonares e menores de 18 anos, al\u00e9m de n\u00e3o ser capaz de substituir todas as aplica\u00e7\u00f5es di\u00e1rias do medicamento.<\/p>\n<p>De acordo com a Biomm, empresa respons\u00e1vel pela fabrica\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o do produto no Brasil, a insulina inal\u00e1vel deve estar dispon\u00edvel para compra a partir do quarto trimestre do ano, dependendo do processo de registro de pre\u00e7os pela C\u00e2mara de Regula\u00e7\u00e3o do Mercado de Medicamentos (CMED). O valor do produto ainda n\u00e3o est\u00e1 definido, mas nos Estados Unidos, onde j\u00e1 \u00e9 comercializado desde 2015, a menor dose (4 unidades) custa 3,80 d\u00f3lares (cerca de 14,80 reais). J\u00e1 o kit mensal custa entre 150 e 400 d\u00f3lares (580 e 1.550 reais).<\/p>\n<h3>Como funciona?<\/h3>\n<p>A modalidade inal\u00e1vel pode substituir somente as aplica\u00e7\u00f5es de insulina de a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida ou ultrarr\u00e1pida, tamb\u00e9m chamadas de bolus. Esse tipo de insulina \u00e9 utilizada geralmente antes de cada refei\u00e7\u00e3o, quando o organismo precisa de um volume maior do horm\u00f4nio para compensar o a\u00e7\u00facar ingerido. O outro tipo de insulina, a basal, de a\u00e7\u00e3o mais lenta, \u00e9 geralmente aplicada somente uma vez por dia e n\u00e3o poder\u00e1 ser substitu\u00edda pelo produto inal\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cSe o paciente diab\u00e9tico tem um tratamento nesse esquema basal-bolus, ele costuma fazer pelo menos quatro aplica\u00e7\u00f5es por dia: uma basal e tr\u00eas bolus, no caf\u00e9 da manh\u00e3, almo\u00e7o e jantar. Se passar a usar a inal\u00e1vel, ele diminuiria de quatro aplica\u00e7\u00f5es di\u00e1rias para uma aplica\u00e7\u00e3o. Seria um ganho de qualidade de vida, mas n\u00e3o substituiria totalmente a injet\u00e1vel\u201d, explicou L\u00edvia Porto, do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alem\u00e3o Oswaldo Cruz.<\/p>\n<h3>Mais f\u00e1cil<\/h3>\n<p>Para os fabricantes, a facilidade de manuseio e uso da Afrezza representa um avan\u00e7o na qualidade de vida dos pacientes. \u201cNo momento das refei\u00e7\u00f5es, o paciente muitas vezes tem que utilizar a insulina em uma situa\u00e7\u00e3o social, fora de casa, e, com a inal\u00e1vel, o procedimento pode ser mais r\u00e1pido e discreto. O inalador cabe na palma da m\u00e3o. \u00c9 uma grande inova\u00e7\u00e3o na forma de aplicar\u201d, afirmou Heraldo Marchezini, CEO da Biomm.<\/p>\n<p>Ele disse ainda que o produto pode ser usado tanto por pacientes com diabetes tipo 1 quanto por portadores do tipo 2 da doen\u00e7a. No entanto, como a maioria dos diab\u00e9ticos tipo 2 fazem tratamento com comprimidos e n\u00e3o com insulina, os principais beneficiados pelo novo produto seriam os pacientes com diabetes tipo 1, cujo tratamento obrigatoriamente inclui aplica\u00e7\u00e3o de insulina.<\/p>\n<p>\u201cNo caso do diab\u00e9tico tipo 2, a Afrezza seria indicada somente para aqueles pacientes que n\u00e3o est\u00e3o conseguindo controlar a\u00a0<strong>glicemia<\/strong>\u00a0somente com medica\u00e7\u00e3o via oral\u201d, explica Freddy Eliaschewitz, assessor cient\u00edfico da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e diretor do Centro de Pesquisa Cl\u00ednicas CPclin, institui\u00e7\u00e3o brasileira que participou dos estudos da insulina inal\u00e1vel. Segundo o especialista, dos cerca de 15 milh\u00f5es de brasileiros que t\u00eam diabetes, estima-se que 10% possua o tipo 1 da doen\u00e7a e 90%, o tipo 2.<\/p>\n<div class=\"widget-news widget-box no-margin no-border\">\n<h3><strong>Contraindica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h3>\n<p>Os m\u00e9dicos explicam que pacientes com problemas pulmonares n\u00e3o poder\u00e3o utilizar o Afrezza por duas raz\u00f5es. \u201cA absor\u00e7\u00e3o pelo pulm\u00e3o pode n\u00e3o ser a adequada e a insulina inal\u00e1vel pode deflagrar crises de asma, com broncoespasmos\u201d, explicou Eliaschewitz. Est\u00e3o inclu\u00eddos na contraindica\u00e7\u00e3o pacientes com asma, Doen\u00e7a Pulmonar Obstrutiva Cr\u00f4nica (DPOC) e fibrose pulmonar, al\u00e9m de fumantes. No caso de menores de 18 anos, a Afrezza \u00e9 contraindicada porque o produto n\u00e3o foi estudado em pacientes desta faixa et\u00e1ria.<\/p>\n<p>Outra limita\u00e7\u00e3o da insulina inal\u00e1vel \u00e9 a baixa variedade de dosagens dispon\u00edveis. A Afrezza chega ao mercado em apenas tr\u00eas apresenta\u00e7\u00f5es: 4, 8 ou 12 unidades, enquanto as insulinas injet\u00e1veis s\u00e3o oferecidas em doses de 1 unidade, o que permite maior combina\u00e7\u00e3o e personaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA dosagem indicada depende do paciente e do volume de glicose ingerida em cada refei\u00e7\u00e3o. O n\u00famero de unidades usadas em cada aplica\u00e7\u00e3o varia muito. Tenho paciente que precisa de apenas duas unidades e outros que precisam de 15 em cada refei\u00e7\u00e3o. Na injet\u00e1vel a gente consegue escolher a dose perfeita. Na inal\u00e1vel, n\u00e3o\u201d, afirma L\u00edvia Porto.<\/p>\n<p>Fonte: Veja\/ junho 2019<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ad-content\"><\/div>\n<div class=\"widget-news widget-box no-margin no-border\"><\/div>\n<h4 class=\"article-subtitle\"><em>\u00a0<\/em><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A comercializa\u00e7\u00e3o est\u00e1 prevista para o 4\u00ba trimestre do ano. A nova modalidade pode substituir as aplica\u00e7\u00f5es de insulina de a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida ou ultrarr\u00e1pida A Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) autorizou a comercializa\u00e7\u00e3o da primeira\u00a0insulina inal\u00e1vel\u00a0do Brasil. 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