{"id":299,"date":"2018-07-22T12:27:09","date_gmt":"2018-07-22T15:27:09","guid":{"rendered":"http:\/\/servicentermedic1.hospedagemdesites.ws\/blog\/?p=299"},"modified":"2018-07-22T12:27:09","modified_gmt":"2018-07-22T15:27:09","slug":"brasileiro-desconhece-graves-consequencias-do-diabetes-aponta-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/?p=299","title":{"rendered":"Brasileiro desconhece graves consequ\u00eancias do diabetes, aponta pesquisa"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"article-subtitle\"><em>Um novo levantamento mostrou que tanto os diab\u00e9ticos quanto a popula\u00e7\u00e3o em geral conhecem pouco sobre a doen\u00e7a e suas consequ\u00eancias<\/p>\n<p><\/em><\/h4>\n<p>O Brasil \u00e9 a quarta na\u00e7\u00e3o com o maior n\u00famero de diab\u00e9ticos no mundo, doen\u00e7a que afeta 14 milh\u00f5es de pessoas no pa\u00eds, de acordo com a\u00a0International Diabetes Federation (IDF).\u00a0Entretanto, segundo\u00a0<a href=\"http:\/\/endodebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/ebook-diabetes-endodebate-2018.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pesquisa in\u00e9dita<\/a>\u00a0realizada pela Abril Intelig\u00eancia com o apoio da AstraZeneca,\u00a0apenas 1 em cada 4 brasileiros reconhece o\u00a0<strong>diabetes<\/strong>\u00a0como uma doen\u00e7a grave.<\/p>\n<p>O levantamento,\u00a0apresentado nesta sexta-feira na\u00a0<a href=\"http:\/\/endodebate.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">endoDEBATE 2018<\/a>\u00a0e publicado na\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">revista\u00a0<em>Sa\u00fade<\/em><\/a>,\u00a0indica que\u00a0grande parte das pessoas n\u00e3o compreende as\u00a0<strong>consequ\u00eancias<\/strong>\u00a0de n\u00e3o tratar o diabetes adequadamente. Isso acontece porque h\u00e1 muito\u00a0<strong>desconhecimento<\/strong>\u00a0sobre a doen\u00e7a \u2013 inclusive entre os pr\u00f3prios diab\u00e9ticos.\u00a0Quando est\u00e1 comprovado que a doen\u00e7a est\u00e1 associada \u00e0\u00a0principal causa de morte em todo o mundo e \u00e0 quinta em maior incid\u00eancia no pa\u00eds \u2013 as doen\u00e7as cardiovasculares \u2013 esse quadro de desconhecimento fica ainda mais grave.<\/p>\n<p>Essa falta de informa\u00e7\u00e3o preocupa ainda mais quando junta-se ao fato de que\u00a0cerca de 40 milh\u00f5es de brasileiros est\u00e3o pr\u00e9-diab\u00e9ticos, e desse n\u00famero, aproximadamente 25% devem ser desenvolver a doen\u00e7a nos pr\u00f3ximos cinco anos,\u00a0segundo a\u00a0<strong>Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).<\/strong><\/p>\n<p>\u201c\u00c9 comprovado que o tempo dispendido entre o diagn\u00f3stico e o in\u00edcio do tratamento ter\u00e1 rela\u00e7\u00e3o direta com uma melhor ou pior qualidade de vida do paciente diab\u00e9tico\u201d, afirma\u00a0Carlos Eduardo Barra Couri, endocrinologista pesquisador da USP e m\u00e9dico respons\u00e1vel pela pesquisa.<\/p>\n<h3>O que n\u00e3o sabemos<\/h3>\n<p>Segundo a pesquisa, 37% dos entrevistados com diabetes convivem com a doen\u00e7a h\u00e1 mais de 10 anos; no entanto,\u00a031% deles acreditam que uma vez que doen\u00e7a \u00e9 diagnosticada n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel consumir\u00a0<strong>a\u00e7\u00facar<\/strong>, o que n\u00e3o \u00e9 verdade. Surpreendentemente, o n\u00famero foi menor entre os n\u00e3o diab\u00e9ticos, que representaram 26% dos que acreditam nesse mito.<\/p>\n<p>Outro ponto\u00a0que o brasileiro n\u00e3o sabe sobre o diabetes \u00e9 que suas consequ\u00eancias incluem doen\u00e7as cardiovasculares, condi\u00e7\u00e3o que pode levar \u00e0 morte: apenas 47% dos diab\u00e9ticos acreditam que a doen\u00e7a pode causar\u00a0<strong>problemas no cora\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0e\u00a043% acreditam que pode ser causa de\u00a0<strong>acidente vascular cerebral (AVC)<\/strong>; entre os n\u00e3o diab\u00e9ticos o n\u00famero cai para 30% e 27%, respectivamente. Dados revelam que\u00a0a popula\u00e7\u00e3o relaciona o diabetes principalmente a problemas de vis\u00e3o e amputa\u00e7\u00e3o.\u00a0Al\u00e9m disso, grande parte dos entrevistados afirmaram que doen\u00e7as como c\u00e2ncer, AIDS e Alzheimer s\u00e3o mais graves que o diabetes.<\/p>\n<p>Outro desconhecimento est\u00e1 relacionado \u00e0s causas da doen\u00e7a: entre os entrevistados que t\u00eam a doen\u00e7a, 50% acreditam que ela \u00e9\u00a0<strong>heredit\u00e1ria<\/strong>\u00a0\u2013 o que n\u00e3o \u00e9 sempre o caso -, enquanto 35% associa o diabetes ao\u00a0<strong>estresse<\/strong>.\u00a0Para especialistas, essa falta de conhecimento sobre os riscos da doen\u00e7a pode ser prejudicial para o diagn\u00f3stico precoce e tratamento, afetando a qualidade de vida do paciente, al\u00e9m de permitir que complica\u00e7\u00f5es futuras possam ocorrer.<\/p>\n<h3>Controle do diabetes<\/h3>\n<p>De acordo com o levantamento, quase metade (46%) dos diab\u00e9ticos n\u00e3o realizam\u00a0<i>check-ups\u00a0<\/i>regularmente para acompanhar a doen\u00e7a. A pesquisa tamb\u00e9m mostrou que existem diab\u00e9ticos que n\u00e3o realizam o exame da\u00a0<strong>curva glic\u00eamica<\/strong>, teste que mede a toler\u00e2ncia \u00e0 glicose; entre os entrevistados, 56% afirmaram j\u00e1 ter feito. J\u00e1 o exame de\u00a0<strong>hemoglobina glicada<\/strong>, respons\u00e1vel por analisar a m\u00e9dia glic\u00eamica do paciente, foi realizado com mais frequ\u00eancia entre os participantes (91%).<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o:\u00a0embora a pesquisa tenha revelado que o brasileiro compreende que h\u00e1bitos saud\u00e1veis s\u00e3o fundamentais para o controle da doen\u00e7a,\u00a0apenas\u00a058% dos diab\u00e9ticos afirmam manter uma alimenta\u00e7\u00e3o balanceada; 35% deles ainda dizem que a restri\u00e7\u00e3o alimentar \u00e9 o que mais incomoda no tratamento.<\/p>\n<p>Quando o assunto \u00e9\u00a0<strong>atividade f\u00edsica<\/strong>, outro fator importante no monitoramento do diabetes, o n\u00famero cai pela metade:\u00a0apenas 23% fazem exerc\u00edcios de tr\u00eas a quatro vezes por semana.<\/p>\n<p>Entre os h\u00e1bitos saud\u00e1veis mais importantes para a doen\u00e7a, os participantes n\u00e3o diab\u00e9ticos acreditam que a manuten\u00e7\u00e3o de peso adequado (67%), atividade f\u00edsica regular (69%) e boa alimenta\u00e7\u00e3o (79%) podem ajudar a evitar a doen\u00e7a.<\/p>\n<h3>Mem\u00f3ria metab\u00f3lica<\/h3>\n<p>A\u00a0<strong>mem\u00f3ria metab\u00f3lica<\/strong>\u00a0\u00e9 causada pelo diagn\u00f3stico tardio do diabetes tipo 2, podendo causar problemas card\u00edacos. Como o tipo 2 \u00e9 assintom\u00e1tico, muitas vezes quando o indiv\u00edduo \u00e9 diagnosticado, os n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue j\u00e1 est\u00e3o muito elevados e esse\u00a0excesso na fase inicial da doen\u00e7a pode marcar a mem\u00f3ria das c\u00e9lulas.<\/p>\n<p>Esse problema afeta especialmente\u00a0as c\u00e9lulas relacionadas \u00e0s agress\u00f5es cr\u00f4nicas da\u00a0<strong>hiperglicemia<\/strong>, trazendo problemas para os rins, cora\u00e7\u00e3o e retina. Isso ocorre porque a mem\u00f3ria fica comprometida j\u00e1 que as c\u00e9lulas ret\u00eam essa \u2018lembran\u00e7a\u2019 dos altos n\u00edveis de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>Segundo especialistas, quanto mais r\u00e1pido o controle glic\u00eamico for feito, menores s\u00e3o as chances de complica\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, se o paciente consegue atingir a meta glic\u00eamica ideal pouco depois do diagn\u00f3stico, \u00e9 poss\u00edvel evitar a mem\u00f3ria metab\u00f3lica e seus riscos.<\/p>\n<h3>Entenda mais sobre o diabetes<\/h3>\n<p><strong>Diabetes tipo 1<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a SBD, o diabetes tipo 1 ocorre quando o sistema imunol\u00f3gico ataca as c\u00e9lulas betas, respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o de insulina \u2013 horm\u00f4nio que controla o n\u00edveis de glicose -, reduzindo ou impedindo sua libera\u00e7\u00e3o para o corpo. Quando isso acontece,\u00a0a glicose fica no sangue, em vez de ser usada como energia.\u00a0O Tipo 1 aparece geralmente na inf\u00e2ncia ou adolesc\u00eancia, mas h\u00e1 casos em adultos. Cerca de 5% a 10% das pessoas com diabetes t\u00eam o tipo 1.<\/p>\n<p>Essa variedade \u00e9 tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades f\u00edsicas, para ajudar a controlar o n\u00edvel de glicose no sangue.<\/p>\n<p><strong>Diabetes tipo 2<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 o Tipo 2 acontece quando o\u00a0organismo n\u00e3o consegue usar adequadamente a insulina que produz ou n\u00e3o produz o suficiente para controla a taxa de glicemia.\u00a0O\u00a0diabetes tipo 2\u00a0se caracteriza principalmente pela resist\u00eancia \u00e0 insulina, e est\u00e1 diretamente relacionado com a obesidade, por isso, a manuten\u00e7\u00e3o do peso (ou emagrecimento) reduzem o risco de desenvolver a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crian\u00e7as tamb\u00e9m podem apresentar: cerca de 90% das pessoas com diabetes t\u00eam o tipo 2.\u00a0O tratamento varia conforme a gravidade: menos graves podem ser controlados\u00a0com atividade f\u00edsica e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina ou outros medicamentos para controlar a glicose.<\/p>\n<p>Fonte: Revista Veja &#8211; 20 julho 2018<\/p>\n<h4 class=\"article-subtitle\"><em>\u00a0<\/em><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo levantamento mostrou que tanto os diab\u00e9ticos quanto a popula\u00e7\u00e3o em geral conhecem pouco sobre a doen\u00e7a e suas consequ\u00eancias O Brasil \u00e9 a quarta na\u00e7\u00e3o com o maior n\u00famero de diab\u00e9ticos no mundo, doen\u00e7a que afeta 14 milh\u00f5es de pessoas no pa\u00eds, de acordo com a\u00a0International Diabetes Federation (IDF).\u00a0Entretanto, segundo\u00a0pesquisa in\u00e9dita\u00a0realizada pela Abril [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":300,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/299"}],"collection":[{"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=299"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/299\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":301,"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/299\/revisions\/301"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/300"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=299"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=299"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=299"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}