{"id":249,"date":"2018-05-15T11:08:45","date_gmt":"2018-05-15T14:08:45","guid":{"rendered":"http:\/\/servicentermedic1.hospedagemdesites.ws\/blog\/?p=249"},"modified":"2018-05-15T11:08:45","modified_gmt":"2018-05-15T14:08:45","slug":"dia-15-de-maio-dia-nacional-do-controle-das-infeccoes-hospitalares","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/?p=249","title":{"rendered":"Dia 15 de maio: dia nacional do controle das infec\u00e7\u00f5es hospitalares"},"content":{"rendered":"<p>A data, institu\u00edda pela\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2008\/lei\/L11723.htm\">Lei n\u00ba 11.723\/2.008<\/a>,\u00a0tem o objetivo de conscientizar autoridades sanit\u00e1rias, diretores de hospitais e trabalhadores de sa\u00fade sobre a import\u00e2ncia do controle das infec\u00e7\u00f5es hospitalares. Nesta data, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e os servi\u00e7os de sa\u00fade, em especial os hospitais, devem desenvolver campanhas de comunica\u00e7\u00e3o social e a\u00e7\u00f5es educativas com o objetivo de aumentar a consci\u00eancia p\u00fablica sobre o problema representado pelas infec\u00e7\u00f5es hospitalares e a necessidade de seu controle.<\/p>\n<p>Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar \u00e9 a infec\u00e7\u00e3o adquirida ap\u00f3s a admiss\u00e3o do paciente na unidade hospitalar e pode se manifestar durante a interna\u00e7\u00e3o ou ap\u00f3s a alta. Pela sua gravidade e aumento do tempo de interna\u00e7\u00e3o do paciente, \u00e9 causa importante de morbidade e mortalidade, caracterizando-se como problema de sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>A incorpora\u00e7\u00e3o de novos m\u00e9todos terap\u00eauticos e tecnologias, possibilitou que muitos tratamentos antes disponibilizados somente em hospitais, hoje sejam administrados em regime domiciliar (Programa da Sa\u00fade da Fam\u00edlia &#8211; PSF e Atendimento Domiciliar), em Hospitais-Dias (servi\u00e7o dentro de um hospital onde o paciente fica durante o dia para receber tratamentos especiais) e cl\u00ednicas especializadas.<\/p>\n<p>Nesta nova realidade da assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, o conceito de infec\u00e7\u00e3o hospitalar foi ampliado passando a incorporar as infec\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>A\u00a0<a href=\"http:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/saudelegis\/gm\/1998\/prt2616_12_05_1998.html\">Portaria MS\/GM n\u00ba 2.616\/1.998<\/a>,\u00a0estabelece as diretrizes e normas para o controle de infec\u00e7\u00e3o hospitalar no pa\u00eds, e as compet\u00eancias dos diferentes n\u00edveis de governo e dos hospitais.<\/p>\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p>A forma mais simples e efetiva de evitar a transmiss\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es em ambiente hospitalar \u00e9 a higieniza\u00e7\u00e3o de m\u00e3os. Pode ser por meio de higieniza\u00e7\u00e3o com \u00e1gua e sab\u00e3o ou por meio de fric\u00e7\u00e3o com \u00e1lcool 70%. Essa recomenda\u00e7\u00e3o vale tanto para profissionais de sa\u00fade quanto para visitantes e tamb\u00e9m pacientes. A aten\u00e7\u00e3o aos cuidados de precau\u00e7\u00e3o, sinalizados pela equipe de sa\u00fade, tamb\u00e9m devem ser observados, para se evitar transmiss\u00e3o de doen\u00e7as e agentes no ambiente hospitalar. Como paciente, al\u00e9m de higienizar suas m\u00e3os, principalmente antes das refei\u00e7\u00f5es e ap\u00f3s usar o banheiro, procure estabelecer uma boa comunica\u00e7\u00e3o com a equipe de sa\u00fade para entender com clareza os cuidados que est\u00e3o lhe sendo direcionados e, dessa forma, tamb\u00e9m contribuir ativamente com a sua recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Cuidados a serem adotados durante visitas ao hospital:<\/strong><\/p>\n<p>O visitante deve sempre higienizar as suas m\u00e3os na chegada ao hospital, antes e ap\u00f3s tocar o paciente ou superf\u00edcies pr\u00f3ximas ao seu redor e ao sair do hospital. Essa higieniza\u00e7\u00e3o pode ser feita tanto com \u00e1gua e sab\u00e3o quanto pela fric\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica das m\u00e3os com \u00e1lcool a 70%, o qual deve estar dispon\u00edvel em todo o hospital. Para que a higieniza\u00e7\u00e3o das m\u00e3os possa ser mais efetiva, \u00e9 importante que os adornos sejam retirados (por exemplo,<br \/>\nan\u00e9is, pulseiras e rel\u00f3gios), para facilitar o contato da \u00e1gua ou do \u00e1lcool com a superf\u00edcie da pele que est\u00e1 sendo higienizada. A manuten\u00e7\u00e3o das unhas curtas e limpas tamb\u00e9m pode auxiliar. N\u00e3o \u00e9 recomendado que o visitante leve alimentos para o paciente sem a autoriza\u00e7\u00e3o e conhecimento pr\u00e9vio do m\u00e9dico e\/ou da nutricionista, sob o risco de prejudicar o tratamento do mesmo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m evite levar flores e\/ou plantas para o quarto do paciente. Apesar de esse gesto ser entendido como representativo de cuidado e carinho ao paciente, ele pode contribuir para a dissemina\u00e7\u00e3o de insetos como formigas e aranhas no ambiente hospitalar. Ainda, as plantas podem trazer a presen\u00e7a de esporos f\u00fangicos que, se inalados pelos pacientes imunossuprimidos, podem causar uma doen\u00e7a pulmonar grave, com risco inclusive de \u00f3bito.<\/p>\n<p>Preferencialmente n\u00e3o levar crian\u00e7as para realizar visitas no hospital. Como as crian\u00e7as ainda se encontram em per\u00edodo de imuniza\u00e7\u00e3o contra doen\u00e7as transmiss\u00edveis, elas podem mais facilmente tanto transmitir quanto adquirir<br \/>\ninfec\u00e7\u00f5es dentro do ambiente hospitalar, at\u00e9 mesmo por n\u00e3o terem maturidade suficiente para atender adequadamente \u00e0s medidas de precau\u00e7\u00e3o e isolamento recomendadas.<\/p>\n<p>N\u00e3o sentar na cama do paciente, nem em camas vagas ao lado do paciente. Essa \u00e9 uma atitude que demonstra educa\u00e7\u00e3o e respeito ao pr\u00f3ximo paciente que ir\u00e1 ocupar o leito.<\/p>\n<p>Se houver alguma placa ou orienta\u00e7\u00e3o na porta do quarto, procure por algum profissional de sa\u00fade respons\u00e1vel pelo paciente antes de entrar. Dessa forma, voc\u00ea receber\u00e1 informa\u00e7\u00f5es \u00fateis que ir\u00e3o auxili\u00e1-lo durante a perman\u00eancia no hospital, podendo cooperar para o controle das infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Lavagem das m\u00e3os:<\/strong><\/p>\n<p>As m\u00e3os devem ser umedecidas antes de colocar o sab\u00e3o, de prefer\u00eancia l\u00edquido, para evitar que se toque no reservat\u00f3rio. Em seguida, esfregam-se bem o dorso, a palma, os dedos e os interd\u00edgitos, isto \u00e9, o v\u00e3o dos dedos. \u00c9 preciso tomar cuidado tamb\u00e9m com a \u00e1rea embaixo das unhas. Se a pessoa tem unhas mais longas, deve colocar sab\u00e3o e esfregar embaixo delas. Nos hospitais, existem esp\u00e1tulas que ajudam a limpar essa regi\u00e3o. Na hora de enxaguar, os dedos devem ser virados para cima, na dire\u00e7\u00e3o da \u00e1gua que cai. N\u00e3o devem ser usadas toalhas de pano para secar as m\u00e3os e, sim, toalhas de papel que servir\u00e3o tamb\u00e9m para fechar a torneira. De que adiantar\u00e1 lavar bem as m\u00e3os se, depois, tocarmos na torneira contaminada?<\/p>\n<p><strong>O que s\u00e3o &#8220;superbact\u00e9rias&#8221;?<\/strong><\/p>\n<p>O termo \u201csuperbact\u00e9ria\u201d \u00e9 popularmente conferido \u00e0s bact\u00e9rias multirresistentes. Al\u00e9m de n\u00e3o ser tecnicamente correto, d\u00e1 a uma no\u00e7\u00e3o superestimada do risco dessas bact\u00e9rias. As chamadas \u201csuper bact\u00e9rias\u201d na<br \/>\nverdade s\u00e3o bact\u00e9rias j\u00e1 conhecidas, presentes normalmente no corpo humano (por exemplo, intestino e pele), por\u00e9m que se tornaram resistentes aos antibi\u00f3ticos hoje dispon\u00edveis, principalmente devido \u00e0 press\u00e3o seletiva exercida pelo uso abusivo de antibi\u00f3ticos em todos os cen\u00e1rios (dentro e fora do hospital). No ambiente hospitalar, s\u00e3o chamadas de bact\u00e9rias multirresistentes. Quando um paciente adquire uma infec\u00e7\u00e3o por uma bact\u00e9ria multirresistente, as op\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas para o seu tratamento s\u00e3o menores e a chance de adequada recupera\u00e7\u00e3o fica prejudicada. Em muitos casos, se faz necess\u00e1ria a utiliza\u00e7\u00e3o de antibi\u00f3ticos ou combina\u00e7\u00f5es menos usuais para o seu tratamento.<\/p>\n<p><strong>Fontes:<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/drauziovarella.uol.com.br\/entrevistas-2\/infeccao-hospitalar-3\/\">Dr. Drauzio Varella<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.prefeitura.sp.gov.br\/cidade\/secretarias\/saude\/vigilancia_em_saude\/doencas_e_agravos\/index.php?p=6445\">Prefeitura de S\u00e3o Paulo<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.saude.pr.gov.br\/arquivos\/File\/faq_infeccao_hospitalar_final.pdf\">Secretaria de Sa\u00fade do Paran\u00e1<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A data, institu\u00edda pela\u00a0Lei n\u00ba 11.723\/2.008,\u00a0tem o objetivo de conscientizar autoridades sanit\u00e1rias, diretores de hospitais e trabalhadores de sa\u00fade sobre a import\u00e2ncia do controle das infec\u00e7\u00f5es hospitalares. 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