{"id":1966,"date":"2026-01-28T13:53:55","date_gmt":"2026-01-28T16:53:55","guid":{"rendered":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/?p=1966"},"modified":"2026-01-28T13:53:55","modified_gmt":"2026-01-28T16:53:55","slug":"inteligencia-artificial-identifica-dois-novos-subtipos-de-esclerose-multipla","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/?p=1966","title":{"rendered":"Intelig\u00eancia artificial identifica dois novos subtipos de esclerose m\u00faltipla"},"content":{"rendered":"<p><em>Descoberta pode ajudar tratamentos ao permitir terapias personalizadas baseadas na biologia da doen\u00e7a, e n\u00e3o apenas nos sintomas<\/p>\n<p><\/em>Cientistas da University College London e da Queen Square Analytics identificaram dois novos subtipos biol\u00f3gicos de esclerose m\u00faltipla (EM) com aux\u00edlio de intelig\u00eancia artificial. A descoberta, publicada na revista m\u00e9dica Brain, pode transformar o tratamento da doen\u00e7a, que afeta milh\u00f5es de pessoas no mundo.<\/p>\n<p>Atualmente, os tratamentos para EM s\u00e3o selecionados principalmente com base nos sintomas apresentados pelos pacientes, o que frequentemente resulta em terapias ineficazes por n\u00e3o atacarem a biologia espec\u00edfica da doen\u00e7a em cada indiv\u00edduo. A nova classifica\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica promete mudar esse cen\u00e1rio ao possibilitar terapias verdadeiramente personalizadas.<\/p>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"5\" data-block-id=\"4\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h3>Como foi feita a pesquisa<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"59\" data-block-id=\"5\">O estudo analisou 600 pacientes utilizando um exame de sangue simples, resson\u00e2ncias magn\u00e9ticas e um modelo de aprendizado de m\u00e1quina chamado SuStaIn. Os pesquisadores mediram os n\u00edveis sangu\u00edneos de uma prote\u00edna especial denominada cadeia leve de neurofilamentos s\u00e9ricos (sNfL, na sigla em ingl\u00eas), que indica o grau de dano \u00e0s c\u00e9lulas nervosas e sinaliza qu\u00e3o ativa est\u00e1 a doen\u00e7a.<\/p>\n<div class=\"cropped-block\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"30\" data-block-id=\"6\">\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\" data-mrf-recirculation=\"Article links\">Ao interpretar os resultados da sNfL e as imagens cerebrais dos pacientes com intelig\u00eancia artificial, os cientistas detectaram dois padr\u00f5es distintos: o subtipo &#8220;sNfL precoce&#8221; e o subtipo &#8220;sNfL tardio&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"cropped-block\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"39\" data-block-id=\"7\">\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\" data-mrf-recirculation=\"Article links\">No primeiro subtipo, os pacientes apresentaram n\u00edveis elevados de sNfL logo no in\u00edcio da doen\u00e7a, com danos vis\u00edveis em uma parte do c\u00e9rebro chamada corpo caloso. Tamb\u00e9m desenvolveram les\u00f5es cerebrais rapidamente. Esse tipo parece ser mais agressivo e ativo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"cropped-block\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"40\" data-block-id=\"8\">\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\" data-mrf-recirculation=\"Article links\">J\u00e1 no segundo subtipo, os pacientes mostraram encolhimento cerebral em \u00e1reas como o c\u00f3rtex l\u00edmbico e a subst\u00e2ncia cinzenta profunda antes dos n\u00edveis de sNfL subirem. Esse tipo parece progredir mais lentamente, com danos evidentes surgindo apenas em fases posteriores.<\/p>\n<div class=\"cropped-block\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"3\" data-block-id=\"9\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h3>Impacto no tratamento<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"cropped-block\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"73\" data-block-id=\"10\">\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\" data-mrf-recirculation=\"Article links\">Segundo informa\u00e7\u00f5es do jornal brit\u00e2nico The Guardian, o principal autor do estudo, o Arman Eshaghi, da UCL, afirmou que &#8220;a EM n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a \u00fanica e os subtipos atuais n\u00e3o conseguem descrever as altera\u00e7\u00f5es teciduais subjacentes, que precisamos conhecer para trat\u00e1-la&#8221;. Ele explicou que, ao usar um modelo de IA combinado com um marcador sangu\u00edneo amplamente dispon\u00edvel e resson\u00e2ncia magn\u00e9tica, foi poss\u00edvel demonstrar pela primeira vez dois padr\u00f5es biol\u00f3gicos claros da EM.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"cropped-block\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"28\" data-block-id=\"11\">\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\" data-mrf-recirculation=\"Article links\">A descoberta permitir\u00e1 que m\u00e9dicos compreendam com maior precis\u00e3o onde cada paciente se encontra na trajet\u00f3ria da doen\u00e7a e quem necessita monitoramento mais rigoroso ou tratamento precoce direcionado.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"cropped-block\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"45\" data-block-id=\"12\">\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\" data-mrf-recirculation=\"Article links\">Pacientes identificados com o subtipo sNfL precoce poder\u00e3o, no futuro, tornar-se eleg\u00edveis para tratamentos de maior efic\u00e1cia e serem monitorados mais de perto. J\u00e1 aqueles com o subtipo sNfL tardio poder\u00e3o receber diferentes tipos de terapias, como tratamentos personalizados para proteger c\u00e9lulas cerebrais ou neur\u00f4nios.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"cropped-block\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"5\" data-block-id=\"13\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h3>Avan\u00e7o na compreens\u00e3o da doen\u00e7a<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"cropped-block\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"57\" data-block-id=\"14\">\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\" data-mrf-recirculation=\"Article links\">Caitlin Astbury, gerente s\u00eanior de comunica\u00e7\u00f5es de pesquisa da MS Society, institui\u00e7\u00e3o de caridade brit\u00e2nica, classificou o desenvolvimento como &#8220;empolgante&#8221; para a compreens\u00e3o da EM, conforme relatado pelo The Guardian. Ela destacou que, embora nos \u00faltimos anos tenha havido melhor compreens\u00e3o da biologia da condi\u00e7\u00e3o, atualmente as defini\u00e7\u00f5es se baseiam nos sintomas cl\u00ednicos que a pessoa experimenta.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"cropped-block\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"55\" data-block-id=\"16\">\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\" data-mrf-recirculation=\"Article links\">&#8220;A EM \u00e9 complexa, e essas categorias frequentemente n\u00e3o refletem com precis\u00e3o o que est\u00e1 acontecendo no corpo, o que pode dificultar o tratamento eficaz&#8221;, explicou Astbury. Existem cerca de 20 op\u00e7\u00f5es de tratamento para pessoas com EM recidivante e algumas come\u00e7ando a surgir para a EM progressiva, mas para muitos n\u00e3o h\u00e1 op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"cropped-block\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"48\" data-block-id=\"17\">\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\" data-mrf-recirculation=\"Article links\">A pesquisa soma-se a evid\u00eancias crescentes que apoiam o afastamento dos descritores existentes de EM (como &#8220;recidivante&#8221; e &#8220;progressiva&#8221;) em dire\u00e7\u00e3o a termos que reflitam a biologia subjacente da condi\u00e7\u00e3o. Isso poderia ajudar a identificar pessoas com risco aumentado de progress\u00e3o e permitir que recebam tratamento mais personalizado.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"cropped-block\">\n<section class=\"mc-column content-text\" data-block-type=\"follow-me-show\" data-track-action=\"follow-me-redes-sociais\" data-block-id=\"18\">\n<div class=\"follow-me-show\">Fonte: \u00c9poca Neg\u00f3cios<br \/>\nhttps:\/\/epocanegocios.globo.com\/ciencia-e-saude\/noticia\/2025\/12\/inteligencia-artificial-identifica-dois-novos-subtipos-de-esclerose-multipla.ghtml<\/p>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descoberta pode ajudar tratamentos ao permitir terapias personalizadas baseadas na biologia da doen\u00e7a, e n\u00e3o apenas nos sintomas Cientistas da University College London e da Queen Square Analytics identificaram dois novos subtipos biol\u00f3gicos de esclerose m\u00faltipla (EM) com aux\u00edlio de intelig\u00eancia artificial. 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