{"id":1388,"date":"2023-02-06T16:13:38","date_gmt":"2023-02-06T19:13:38","guid":{"rendered":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/?p=1388"},"modified":"2023-02-06T16:13:38","modified_gmt":"2023-02-06T19:13:38","slug":"alzheimer-eua-aprovam-novo-remedio-que-pode-desacelerar-a-doenca","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/?p=1388","title":{"rendered":"Alzheimer: EUA aprovam novo rem\u00e9dio que pode desacelerar a doen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>As autoridades de sa\u00fade dos Estados Unidos aprovaram no in\u00edcio de Janeiro\/23 um novo medicamento para o tratamento do Alzheimer. Embora o rem\u00e9dio tenha apresentado resultados que retardam modestamente a doen\u00e7a, a droga tamb\u00e9m apresenta riscos potenciais \u00e0 seguran\u00e7a dos pacientes, a ponto de exigirem deles e de seus m\u00e9dicos uma avalia\u00e7\u00e3o cuidadosa sobre o uso por causa de seus efeitos colaterais.<\/p>\n<p>O medicamento, batizado de Leqembi, \u00e9 o primeiro que demonstrou, de forma convincente, uma capacidade de retardar o decl\u00ednio da mem\u00f3ria e do pensamento, sintomas que definem a doen\u00e7a de Alzheimer. A ag\u00eancia reguladora dos Estados Unidos (FDA, na sigla em ingl\u00eas, o equivalente \u00e0 Anvisa no Brasil) aprovou o rem\u00e9dio especificamente para aqueles com doen\u00e7a leve ou em est\u00e1gio inicial.<\/p>\n<p>Leqembi, da japonesa Eisai e de sua parceira americana Biogen, \u00e9 um raro sucesso em um campo acostumado a tratamentos experimentais fracassados para uma doen\u00e7a vista como incur\u00e1vel. Apesar de a droga conseguir atrasar o decl\u00ednio cognitivo apenas por alguns meses, alguns especialistas dizem que o rem\u00e9dio ainda pode melhorar significativamente a vida das pessoas.<\/p>\n<p>&#8220;Esta droga n\u00e3o \u00e9 uma cura. Isso n\u00e3o impede que as pessoas piorem, mas retarda consideravelmente a progress\u00e3o da doen\u00e7a&#8221;, disse Joy Snider, neurologista da Universidade de Washington em St. Louis. &#8220;Isso pode significar que algu\u00e9m pode ter mais seis meses a um ano para poder dirigir, por exemplo&#8221;, afirma. Snider enfatizou, contudo, que o medicamento vem com desvantagens, incluindo a necessidade de infus\u00f5es duas vezes por m\u00eas e poss\u00edveis efeitos colaterais, como incha\u00e7o cerebral.<\/p>\n<p>No final de novembro, dados divulgados ofereceram uma primeira vis\u00e3o detalhada dos efeitos da droga. A pr\u00e9via dos resultados, ainda em setembro, fez as a\u00e7\u00f5es de ambas as empresas subirem na \u00e9poca.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, especialistas at\u00e9 se entusiasmaram com os resultados do Leqembi, mas tamb\u00e9m foram reticentes com rela\u00e7\u00e3o aos efeitos da medica\u00e7\u00e3o. &#8220;O benef\u00edcio \u00e9 real; assim como os riscos &#8220;, avaliou, na \u00e9poca, Jason Karlawish, codiretor do Centro de Mem\u00f3ria Penn, da Universidade da Pennsylvania. Ele n\u00e3o est\u00e1 envolvido na pesquisa.<\/p>\n<p>Aprova\u00e7\u00e3o r\u00e1pida<\/p>\n<p>A aprova\u00e7\u00e3o da FDA veio por meio de um atalho burocr\u00e1tico que permite o lan\u00e7amento de medicamentos com base em resultados iniciais, antes de confirmar que beneficiam os pacientes. O uso dessa abordagem pela ag\u00eancia tem sido alvo de crescentes cr\u00edticas de vigilantes do governo e investigadores do Congresso.<\/p>\n<p>O medicamento custar\u00e1 cerca de US$ 26,5 mil (R$ 138,59 mil) para um ano t\u00edpico de tratamento. A Eisai disse que o pre\u00e7o reflete o benef\u00edcio do rem\u00e9dio em termos de melhoria da qualidade de vida, redu\u00e7\u00e3o da carga para os cuidadores e outros fatores. A empresa calculou seu valor em mais de US$ 37 mil (R$ 193,5 mil) por ano, mas disse que precificou mais baixo para reduzir custos para pacientes e seguradoras. Um grupo independente afirmou recentemente que o pre\u00e7o do lecanemab teria que ser inferior a US$ 20,6 mil (R$ 107,73 mil) por ano para ser rent\u00e1vel. Cerca de 6 milh\u00f5es de pessoas nos EUA, e muitas outras em todo o mundo, t\u00eam Alzheimer, uma doen\u00e7a que gradualmente ataca \u00e1reas do c\u00e9rebro necess\u00e1rias para mem\u00f3ria, racioc\u00ednio, comunica\u00e7\u00e3o e tarefas di\u00e1rias.<\/p>\n<p>Ressalvas<\/p>\n<p>A aprova\u00e7\u00e3o do FDA teve como base um estudo de est\u00e1gio intermedi\u00e1rio com 800 pessoas que apresentavam sinais precoces de Alzheimer e ainda eram capazes de viver de forma independente ou com assist\u00eancia m\u00ednima. Desde ent\u00e3o, a Eisai publicou os resultados de um experimento maior com 1.800 pacientes que o FDA revisar\u00e1 para confirmar o benef\u00edcio do medicamento, abrindo caminho para a aprova\u00e7\u00e3o total ainda este ano.<\/p>\n<p>O estudo mais amplo rastreou os resultados dos pacientes em uma escala de 18 pontos que mede mem\u00f3ria, julgamento e outras habilidades cognitivas. Os m\u00e9dicos compilam a classifica\u00e7\u00e3o a partir de entrevistas com o paciente e um contato pr\u00f3ximo. Ap\u00f3s 18 meses, os participantes que receberam Leqembi tiveram uma progress\u00e3o mais lenta da doen\u00e7a &#8211; uma diferen\u00e7a de menos de meio ponto na escala &#8211; do que os pacientes que receberam uma infus\u00e3o simulada. O &#8220;atraso&#8221; foi de pouco mais de cinco meses. H\u00e1 pouco consenso se essa diferen\u00e7a se traduz em benef\u00edcios reais para os pacientes, como maior independ\u00eancia. &#8220;A maioria dos pacientes n\u00e3o notar\u00e1 a diferen\u00e7a&#8221;, disse Matthew Schrag, pesquisador de neurologia da Vanderbilt University. &#8220;Este \u00e9 realmente um efeito muito pequeno e provavelmente abaixo do limiar do que chamar\u00edamos de clinicamente significativo.&#8221; Schrag e alguns outros pesquisadores acreditam que uma melhoria significativa exigiria pelo menos uma diferen\u00e7a de um ponto inteiro na escala.<\/p>\n<p>O Leqembi funciona limpando uma prote\u00edna cerebral pegajosa chamada amiloide, que \u00e9 uma caracter\u00edstica da doen\u00e7a de Alzheimer, cuja causa ainda n\u00e3o \u00e9 clara. V\u00e1rias outras drogas direcionadas ao amiloide falharam e muitos pesquisadores agora acham que tratamentos combinados ser\u00e3o necess\u00e1rios.<\/p>\n<p>Aduhelm, a droga semelhante, foi marcada por controv\u00e9rsias sobre sua efic\u00e1cia. O FDA aprovou esse medicamento em 2021 contra o conselho dos pr\u00f3prios especialistas externos da ag\u00eancia. Os m\u00e9dicos hesitaram em prescrever o medicamento e as seguradoras restringiram a cobertura. A FDA n\u00e3o consultou o mesmo painel de especialistas antes de aprovar o Leqembi.<\/p>\n<p>Embora haja &#8220;menos drama&#8221; em torno da nova droga, Schrag disse que muitas das mesmas preocupa\u00e7\u00f5es se aplicam. &#8220;Esse benef\u00edcio leve e mensur\u00e1vel vale o alto pre\u00e7o dos efeitos colaterais que os pacientes podem experimentar?&#8221;, questiona. &#8220;Tenho s\u00e9rias d\u00favidas.&#8221;<\/p>\n<p>Fonte: UOL<br \/>\nhttps:\/\/www.uol.com.br\/vivabem\/noticias\/agencia-estado\/2023\/01\/07\/alzheimer-eua-aprovam-novo-remedio-que-pode-desacelerar-a-doenca.htm<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As autoridades de sa\u00fade dos Estados Unidos aprovaram no in\u00edcio de Janeiro\/23 um novo medicamento para o tratamento do Alzheimer. 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