{"id":1376,"date":"2023-01-04T20:36:30","date_gmt":"2023-01-04T23:36:30","guid":{"rendered":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/?p=1376"},"modified":"2023-01-04T20:36:30","modified_gmt":"2023-01-04T23:36:30","slug":"do-alzheimer-a-obesidade-as-descobertas-da-medicina-em-2022","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/?p=1376","title":{"rendered":"Do Alzheimer \u00e0 obesidade: as descobertas da medicina em 2022"},"content":{"rendered":"<p>Se 2022 foi um ano em que muitas\u00a0<strong>doen\u00e7as para al\u00e9m da\u00a0Covid-19\u00a0<\/strong>chamaram a nossa aten\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m foi um per\u00edodo em que cientistas de todo o mundo fizeram\u00a0<strong>descobertas relevantes sobre v\u00e1rias quest\u00f5es<\/strong>, como o\u00a0<strong>controle da obesidade<\/strong>\u00a0e at\u00e9 mesmo envolvendo o\u00a0<strong>coronav\u00edrus<\/strong>.<\/p>\n<p>Uma delas aconteceu em janeiro. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) apontou que o exerc\u00edcio f\u00edsico regular tamb\u00e9m est\u00e1 associado ao\u00a0aumento da resposta imunol\u00f3gica \u00e0 vacina\u00a0contra a Covid-19.<\/p>\n<div class=\"cnnTeads\"><\/div>\n<p>\u00c9 sabido que a resposta do sistema imunol\u00f3gico \u00e0 vacina cai ao longo do tempo. Entender qual \u00e9 o tempo que a prote\u00e7\u00e3o dura no nosso corpo \u00e9 um dos principais desafios dos pesquisadores de todo o mundo, at\u00e9 porque outros estudos mostram que o n\u00famero de anticorpos diminui com o passar dos meses.<\/p>\n<p>Em novembro, a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) autorizou a\u00a0venda em farm\u00e1cias do medicamento Paxlovid, que pode ser utilizado no tratamento da Covid-19.<\/p>\n<p>O medicamento tem o objetivo de preservar o organismo e\u00a0impedir a evolu\u00e7\u00e3o e o agravamento\u00a0da doen\u00e7a. A indica\u00e7\u00e3o de uso \u00e9 para adultos que n\u00e3o precisam de oxig\u00eanio suplementar, e que apresentam risco aumentado de agravamento da doen\u00e7a como pessoas n\u00e3o vacinadas, idosos ou imunossuprimidos.<\/p>\n<h3><strong>Avan\u00e7o na investiga\u00e7\u00e3o de Alzheimer<\/strong><\/h3>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que o c\u00e9rebro \u00e9 um dos maiores desafios da ci\u00eancia. O surgimento de doen\u00e7as, o avan\u00e7o de algumas s\u00edndromes e como o nosso corpo reage aos diferentes est\u00edmulos t\u00eam sido estudados com resultados promissores.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a de Alzheimer, por exemplo, continua sendo um dos principais alvos de pesquisas. Um\u00a0estudo da UTHealth Houston, dos Estados Unidos, em junho, apontou que pessoas que receberam pelo menos uma dose da vacina contra a gripe tiveram 40% menos probabilidade de desenvolver a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Uma pesquisa em andamento, que deve ser conclu\u00edda no ano que vem, avalia se a vacina\u00e7\u00e3o est\u00e1 associada \u00e0 taxa de progress\u00e3o dos sintomas de quem j\u00e1 tem Alzheimer.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a \u00e9 um\u00a0transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal\u00a0que \u00e9 caracterizado pela deteriora\u00e7\u00e3o cognitiva e da mem\u00f3ria. Os sintomas incluem o comprometimento progressivo das atividades cotidianas e uma variedade de manifesta\u00e7\u00f5es neuropsiqui\u00e1tricas e de altera\u00e7\u00f5es comportamentais.<\/p>\n<h2>O nosso c\u00e9rebro<\/h2>\n<p>Um grande\u00a0estudo com adultos com mais de 65 anos\u00a0revelou que pessoas que andam cerca de 5% mais devagar a cada ano, ao mesmo tempo que exibem sinais de processamento mental mais lento, t\u00eam maior probabilidade de desenvolver dem\u00eancia.<\/p>\n<p>O levantamento, publicado no final do m\u00eas de maio na revista online JAMA Network Open, refor\u00e7ou uma tese de pesquisadores norte-americanos de que a dem\u00eancia tem \u00edntima rela\u00e7\u00e3o com a velocidade do nosso caminhar. A mudan\u00e7a na marcha \u00e9 um dos \u2018sintomas\u2019 analisados por neurologistas quando h\u00e1 suspeita de dem\u00eancia, que pode se manifestar de diversas formas.<\/p>\n<p>J\u00e1 em outubro, um grupo de pesquisadores da Universidade de Basel, na Su\u00ed\u00e7a, divulgou o\u00a0resultado de um trabalho\u00a0interessante: acariciar um cachorro de verdade (em compara\u00e7\u00e3o a um de pel\u00facia) ativa uma parte importante do c\u00e9rebro, o c\u00f3rtex frontal.<\/p>\n<p>O estudo aponta que a parte do c\u00e9rebro respons\u00e1vel pela supervis\u00e3o do que pensamos e sentimos \u00e9 estimulada quando se faz carinho em um animal, e \u00e9 mais um argumento de que as terapias feitas com participa\u00e7\u00e3o de bichos de estima\u00e7\u00e3o, de fato, produzem efeitos positivos.<\/p>\n<h2>Descobertas sobre o c\u00e2ncer<\/h2>\n<p>Outro objeto de estudo frequente nas pesquisas m\u00e9dicas, o tratamento de c\u00e2ncer tamb\u00e9m mereceu destaque no notici\u00e1rio de sa\u00fade em 2022.<\/p>\n<p>A colonoscopia, que pode detectar e prevenir o c\u00e2ncer colorretal, e que \u00e9 um procedimento inc\u00f4modo, pode ser superestimada. Um\u00a0estudo, feito por integrantes da Universidade de Oslo, na Noruega, marcou a primeira vez que as colonoscopias foram comparadas diretamente com a aus\u00eancia de rastreamento de c\u00e2ncer em um estudo randomizado.<\/p>\n<p>Os resultados apontaram benef\u00edcios escassos para o grupo de pessoas convidadas a fazer o procedimento: um risco 18% menor de contrair c\u00e2ncer colorretal e nenhuma redu\u00e7\u00e3o significativa no risco de morte por c\u00e2ncer. Os achados foram publicados no The New England Journal of Medicine em outubro.<\/p>\n<p>Cientistas da Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia (UFU), em Minas Gerais, avan\u00e7aram no desenvolvimento de tecnologias para o diagn\u00f3stico do c\u00e2ncer de mama e de pr\u00f3stata.<\/p>\n<p>Um m\u00e9todo desenvolvido pelas pesquisadoras da UFU, chamado bi\u00f3psia l\u00edquida, permite a realiza\u00e7\u00e3o do\u00a0diagn\u00f3stico do c\u00e2ncer de mama\u00a0de forma menos invasiva que em outros exames. Os resultados do m\u00e9todo foram publicados no peri\u00f3dico cient\u00edfico International Journal of Molecular Sciences.<\/p>\n<p>Em outra pesquisa, especialistas buscam desenvolver um teste de bi\u00f3psia l\u00edquida para o\u00a0c\u00e2ncer de pr\u00f3stata, capaz de detectar a presen\u00e7a do tumor por meio do sangue. A pesquisa se concentra neste momento na identifica\u00e7\u00e3o de qual prote\u00edna da membrana da c\u00e9lula tumoral circulante presente no sangue dos pacientes se liga \u00e0 mol\u00e9cula utilizada nos testes.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao c\u00e2ncer de pele, as farmac\u00eauticas Moderna e MSD anunciaram que a fase 2 de\u00a0testes de uma vacina, aliada a imunoterapia, demonstrou uma redu\u00e7\u00e3o de 44% no risco de recidiva da doen\u00e7a ou morte em pacientes com melanoma de est\u00e1gios III ou IV.<\/p>\n<p>O imunizante utiliza a mesma tecnologia da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela empresa \u2013 o uso de RNA mensageiro (RNAm).<\/p>\n<h2>Pesquisas curiosas<\/h2>\n<p>Alguma vez voc\u00ea j\u00e1 deve ter ouvido de uma pessoa que \u00e9 frequentemente atacada por pernilongos que ela tem \u2018o sangue mais doce\u2019 ou \u00e9 preferida pelos insetos. Saiba que elas n\u00e3o est\u00e3o erradas, pelo menos parcialmente.<\/p>\n<p>Uma pesquisa feita na Rockefeller University, em Nova York, mostra que os\u00a0pernilongos tem certa \u2018predile\u00e7\u00e3o\u2019 por algumas pessoas. O motivo? A composi\u00e7\u00e3o da nossa gordura corporal \u2013\u00a0chamada oficialmente de sebo. Os resultados foram publicados em outubro.<\/p>\n<p>Os cientistas examinaram a pele daqueles que eram os \u2018\u00edm\u00e3s\u2019 dos pernilongos e encontraram 50 compostos moleculares que eram mais altos nesses participantes do que nos outros. Um deles \u00e9 o \u00e1cido carbox\u00edlico, que cria uma barreira e ajuda a manter a pele hidratada. O calor do corpo e o di\u00f3xido de carbono que liberamos quando respiramos tamb\u00e9m atraem pernilongos para os humanos.<\/p>\n<p>Agora, se voc\u00ea gosta de um cafezinho, mas sempre fica apertado para ir ao banheiro, leia com aten\u00e7\u00e3o: em algumas pessoas o caf\u00e9 acelera os movimentos intestinais.<\/p>\n<p>Foi o que\u00a0descobriu um trabalho\u00a0feito por pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos, em um estudo divulgado em abril.<\/p>\n<p>E o levantamento constatou o que outros estudos j\u00e1 haviam apontado: beber caf\u00e9 era mais eficaz do que \u00e1gua morna na indu\u00e7\u00e3o de movimentos intestinais \u2013 isso significa algo, j\u00e1 que a \u00e1gua \u00e9 parte integrante da digest\u00e3o normal, com grandes quantidades sendo liberadas e reabsorvidas pelo trato digestivo todos os dias.<\/p>\n<p>Nesse caso, n\u00e3o importa se o caf\u00e9 \u00e9 descafeinado ou n\u00e3o. O estudo n\u00e3o apontou mudan\u00e7a significativa nos resultados.<\/p>\n<h2>Perda de peso e luta contra a obesidade<\/h2>\n<p>V\u00e1rias not\u00edcias marcaram esses temas t\u00e3o delicados para muitas pessoas no Brasil e no mundo, e cientistas fizeram v\u00e1rios levantamentos sobre como o excesso de peso pode afetar todas as faixas et\u00e1rias.<\/p>\n<p>Mulheres gr\u00e1vidas que foram expostas a produtos da cannabis que continham tetra-hidrocarbinol (THC) e canabidiol (CBD) \u2013 componentes da maconha \u2013 eram mais propensas a ter filhos com aumento da massa de gordura e n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue aos cinco anos, apontou um\u00a0estudo feito em abril\u00a0pelo Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O\u00a0levantamento de dados\u00a0tamb\u00e9m trouxe \u00edndices alarmantes: o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, com base em dados de 2019 (pr\u00e9-pandemia, portanto), apontou que 10% das crian\u00e7as de at\u00e9 5 anos est\u00e3o com excesso de peso, sendo que 7% com sobrepeso e 3% j\u00e1 em est\u00e1gio de obesidade no Brasil.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio de excesso de peso em crian\u00e7as no Brasil cresceu em tr\u00eas pontos percentuais entre 2006 e 2019. Em todo o mundo, segundo o\u00a0Atlas Mundial da Obesidade, publicado em maio, um bilh\u00e3o de pessoas viver\u00e3o obesas at\u00e9 2030.<\/p>\n<p>Uma\u00a0pesquisa feita na Nova Zel\u00e2ndia, publicada em mar\u00e7o na revista JAMA Pediatrics, apontou que adolescentes que eram obesos, fumavam ou tiveram dist\u00farbios psicol\u00f3gicos, envelheciam mais rapidamente que os colegas. Foram selecionadas 910 pessoas nascidas entre 1972 e 1973.<\/p>\n<p>Aos 45 anos de idade, o novo estudo indicou que os participantes que tiveram, quando eram adolescentes, dois ou mais desses tr\u00eas problemas gerais de sa\u00fade \u2013 tabagismo, obesidade ou dist\u00farbios psicol\u00f3gicos \u2013 andavam 11,2 cent\u00edmetros por segundo mais devagar, tinham uma idade cerebral mais avan\u00e7ada em dois anos e meio, e tinham uma idade facial mais avan\u00e7ada por quase quatro anos do que aqueles que n\u00e3o tiveram esses problemas.<\/p>\n<p>A obesidade na adolesc\u00eancia n\u00e3o foi o \u00fanico estudo feito pensando nos jovens. Tamb\u00e9m conduzido pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o sistema Vigil\u00e2ncia de Fatores de Risco e Prote\u00e7\u00e3o para Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas por Inqu\u00e9rito Telef\u00f4nico (Vigitel) apontou que, nos \u00faltimos 15 anos, a\u00a0taxa de excesso de peso dos jovens brasileiros\u00a0de 18 a 24 anos aumentou de 20,65%, em 2006, para 35,71%, em 2021.<\/p>\n<p>Se muita gente pensa que o ganho de peso acontece pelo excesso de comida, um\u00a0estudo\u00a0feito no Brigham and Women\u2019s Hospital de Boston, nos Estados Unidos, publicado em junho, mostrou que o\u00a0hor\u00e1rio em que s\u00e3o feitas as refei\u00e7\u00f5es\u00a0pode fazer toda a diferen\u00e7a nisso. Comer no final do dia dobrar\u00e1 as chances de ter mais fome, como muita gente j\u00e1 sabe.<\/p>\n<p>A busca por medicamentos que possam \u2018resolver\u2019 a obesidade ainda continua, apesar de parecer uma certa utopia. Uma\u00a0dose semanal de um medicamento\u00a0recentemente aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), ag\u00eancia semelhante \u00e0 Anvisa dos Estados Unidos, para tratar diabetes tipo 2 pode ajudar adultos que n\u00e3o tem a doen\u00e7a a perder peso tamb\u00e9m, segundo um estudo publicado em junho.<\/p>\n<p>O tirzepatide, que \u00e9 vendido sob a marca Mounjaro, foi estudado em pessoas sem diabetes em tr\u00eas dosagens: 5, 10 e 15 miligramas. Os participantes com obesidade ou que estavam acima do peso e tomaram a dose de 5 miligramas perderam uma m\u00e9dia de 16 quilos, aqueles na dose de 10 miligramas perderam uma m\u00e9dia de 22 kg e os participantes na dose de 15 miligramas perderam uma m\u00e9dia de 23,6 kg. Outros estudos ainda continuam para verificar poss\u00edveis efeitos colaterais.<\/p>\n<p>Enquanto isso, em julho, a Anvisa proibiu a comercializa\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o, fabrica\u00e7\u00e3o e propaganda dos\u00a0suplementos alimentares Lipotramina e Lipozepina, vendidos irregularmente como emagrecedores. O \u00f3rg\u00e3o afirmou que a proibi\u00e7\u00e3o e recolhimento espec\u00edfico dos dois produtos foi motivada pela continuidade da propaganda irregular dos compostos, que n\u00e3o t\u00eam aprova\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia para alegar a fun\u00e7\u00e3o de emagrecimento. A empresa disse que jamais fabricou suplementos alimentares \u2018fora dos padr\u00f5es\u2019.<\/p>\n<p>Essa busca incessante por rem\u00e9dios que possam ajudar na obesidade vem de m\u00e3os dadas a outra pesquisa, divulgada em abril, pelo Instituto Nacional de Diabetes e Doen\u00e7as Digestivas e Renais dos Estados Unidos, que aponta que o mais importante \u00e9\u00a0analisar a taxa metab\u00f3lica basal\u00a0e uma dieta mais equilibrada do que apenas exerc\u00edcios f\u00edsicos.<\/p>\n<p>J\u00e1 em agosto, um\u00a0estudo da Universidade Federal de Minas Gerais\u00a0(UFMG) apontou que a gastroplastia endosc\u00f3pica, um procedimento n\u00e3o cir\u00fargico e menos invasivo do que a cirurgia bari\u00e1trica, apresentou efic\u00e1cia de 87,5% para a perda de peso sustentada. O procedimento \u00e9 indicado para pacientes com obesidade leve a moderada, com \u00edndice de massa corporal (IMC) maior que 30kg\/m\u00b2. O risco de complica\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m \u00e9 menor.<\/p>\n<h2>Sono e obesidade intimamente ligados?<\/h2>\n<p>Em fevereiro, um estudo realizado pela Universidade de Medicina de Chicago e a Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, mostrou que, no grupo de 80 adultos com sobrepeso, os per\u00edodos de maior queima de calorias aconteciam quando eles dormiam mais de 6h30 por noite. O\u00a0levantamento\u00a0comprova o que os m\u00e9dicos orientam: dormir o chamado \u2018sono reparador\u2019 ajuda a controlar o rel\u00f3gio biol\u00f3gico do corpo.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, foi divulgado um\u00a0estudo em abril\u00a0que mostra que dormir menos de seis horas por dia n\u00e3o afeta apenas o peso, mas tamb\u00e9m ajuda a criar placas que s\u00e3o prejudiciais \u00e0s art\u00e9rias.<\/p>\n<p>Foi o que apontou o Centro de Pesquisa em Nutri\u00e7\u00e3o Humana Jean Mayer, na Universidade de Tufts, nos Estados Unidos. O aumento da placa, chamado aterosclerose, nas extremidades aumenta o risco de derrames, problemas digestivos e m\u00e1 circula\u00e7\u00e3o que leva a dorm\u00eancia e dor nas extremidades, bem como doen\u00e7as card\u00edacas.<\/p>\n<p>Nessa tentativa de busca pelo sono \u2018perfeito\u2019, muitas pessoas come\u00e7aram a usar melatonina \u2013 popularmente conhecido como horm\u00f4nio do sono \u2013 sem receita. Mas uma publica\u00e7\u00e3o na revista m\u00e9dica JAMA levantou um alerta: alguns deles podem estar\u00a0usando a subst\u00e2ncia em n\u00edveis perigosamente altos. Em 2018, os americanos estavam consumindo mais que o dobro da quantidade de melatonina que utilizavam uma d\u00e9cada antes.<\/p>\n<p>A melatonina tem sido associada a dor de cabe\u00e7a, tontura, n\u00e1usea, c\u00f3licas estomacais, sonol\u00eancia, confus\u00e3o ou desorienta\u00e7\u00e3o, irritabilidade e ansiedade leve,\u00a0depress\u00e3o\u00a0e tremores, bem como press\u00e3o arterial anormalmente baixa. Tamb\u00e9m pode interagir com medicamentos comuns e desencadear alergias.<\/p>\n<p>E mais not\u00edcias cient\u00edficas\u00a0associam o sono \u00e0 obesidade. Uma an\u00e1lise feita em junho pelo departamento de Medicina do Sono da Universidade Northwestern Feinberg em Chicago, Estados Unidos, apontou que a exposi\u00e7\u00e3o a qualquer quantidade de luz durante o sono foi correlacionada com a maior preval\u00eancia de diabetes, obesidade e hipertens\u00e3o tanto em homens mais velhos quanto em mulheres.<\/p>\n<p>Afinal, quantas horas devemos dormir? Depende. Essa \u00e9 a resposta apontada por um\u00a0estudo\u00a0feito pela Keck School of Medicine da Universidade do Sul da Calif\u00f3rnia, nos Estados Unidos. As necessidades de sono s\u00e3o muito individualizadas, diz ele, mas a recomenda\u00e7\u00e3o geral \u2013 o \u201cideal\u201d \u2013 \u00e9 dormir de sete a nove horas por noite. No entanto, essas recomenda\u00e7\u00f5es mudam \u00e0 medida que as pessoas envelhecem.<\/p>\n<p><em>(Com informa\u00e7\u00f5es de Lucas Rocha, da CNN)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se 2022 foi um ano em que muitas\u00a0doen\u00e7as para al\u00e9m da\u00a0Covid-19\u00a0chamaram a nossa aten\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m foi um per\u00edodo em que cientistas de todo o mundo fizeram\u00a0descobertas relevantes sobre v\u00e1rias quest\u00f5es, como o\u00a0controle da obesidade\u00a0e at\u00e9 mesmo envolvendo o\u00a0coronav\u00edrus. Uma delas aconteceu em janeiro. 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