{"id":1232,"date":"2022-02-28T19:19:55","date_gmt":"2022-02-28T22:19:55","guid":{"rendered":"http:\/\/servicentermedic1.hospedagemdesites.ws\/blog\/?p=1232"},"modified":"2022-02-28T19:20:24","modified_gmt":"2022-02-28T22:20:24","slug":"dia-mundial-das-doencas-raras-reforca-importancia-de-diagnostico-rapido","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/?p=1232","title":{"rendered":"Dia Mundial das Doen\u00e7as Raras refor\u00e7a import\u00e2ncia de diagn\u00f3stico r\u00e1pido"},"content":{"rendered":"<p>De acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 1,3 pessoas para cada 2 mil indiv\u00edduos s\u00e3o acometidas por doen\u00e7as raras. Apesar do nome, cerca de 13 milh\u00f5es de pessoas t\u00eam doen\u00e7as raras no Brasil. Isso porque tais problemas n\u00e3o se restringem a apenas uma s\u00f3 enfermidade: estima-se um valor de 8 mil tipos delas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, s\u00e3o consideradas cr\u00f4nicas e podem levar \u00e0 morte. Por terem baixa frequ\u00eancia, em geral n\u00e3o t\u00eam cura e h\u00e1 pouco preparo de profissionais, acostumados com situa\u00e7\u00f5es mais recorrentes. O Dia Mundial das Doen\u00e7as Raras, o \u00faltimo dia de fevereiro (28), foi criado para chamar a aten\u00e7\u00e3o a esses problemas que acometem tantos indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>A professora da FMUSP (Faculdade de Medicina da USP) e presidente do conselho diretor do Instituto da Crian\u00e7a e do Adolescente do Hospital das Cl\u00ednicas da FMUSP, Magda Carneiro Sampaio, explica que &#8220;doen\u00e7a rara \u00e9 um conceito de frequ\u00eancia, mas as manifesta\u00e7\u00f5es podem ser v\u00e1rias e que quase todas t\u00eam origem gen\u00e9tica&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Origem das doen\u00e7as raras <\/strong><\/p>\n<p>Em grande parte, as doen\u00e7as raras se originam dos problemas gen\u00e9ticos e as manifesta\u00e7\u00f5es s\u00e3o as mais diversas. Os Erros Inatos de Imunidade, por exemplo, causam problemas relacionados ao sistema imunol\u00f3gico. &#8220;S\u00e3o muta\u00e7\u00f5es e, na maior parte desses casos, s\u00e3o doen\u00e7as monog\u00eanicas, ou seja, um gene s\u00f3 \u00e9 afetado&#8221;, complementa Magda.<\/p>\n<p><strong>Import\u00e2ncia do diagn\u00f3stico <\/strong><\/p>\n<p>Por terem sintomas diversos e serem problemas cr\u00f4nicos, as doen\u00e7as raras devem ser diagnosticadas o quanto antes para que o indiv\u00edduo n\u00e3o tenha sua qualidade de vida afetada. O teste do pezinho, feito logo ap\u00f3s o nascimento, ajuda a detectar cerca de 50 tipos de doen\u00e7as raras.<\/p>\n<p>A t\u00edtulo de exemplo, o hipotireoidismo cong\u00eanito, se detectado antes por esse teste, j\u00e1 pode receber o tratamento. &#8220;Elas [crian\u00e7as] come\u00e7am a receber de imediato a reposi\u00e7\u00e3o com o horm\u00f4nio tireoidiano, situa\u00e7\u00e3o bastante simples&#8221;, afirma a professora. Se elas n\u00e3o s\u00e3o diagnosticadas, a doen\u00e7a evolui para uma defici\u00eancia mental irrevers\u00edvel.<\/p>\n<p>Mas o teste do pezinho n\u00e3o consegue dar conta dos 8 mil tipos de doen\u00e7as raras. No geral, os diagn\u00f3sticos s\u00e3o feitos por testes gen\u00e9ticos e a suspeita de uma doen\u00e7a incomum dificulta seu entendimento e poss\u00edveis tratamentos.<\/p>\n<p>Magda destaca que o &#8220;diagn\u00f3stico \u00e9 muito dif\u00edcil, porque os m\u00e9dicos e as enfermeiras, na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, est\u00e3o muito bem treinados para diagnosticar as condi\u00e7\u00f5es mais comuns, mas n\u00e3o as doen\u00e7as raras&#8221;. Para se ter uma ideia, nos pa\u00edses desenvolvidos, em m\u00e9dia, o paciente leva cinco anos para fazer o diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p><strong>O que fazer para melhorar a situa\u00e7\u00e3o? <\/strong><\/p>\n<p>Desde 2014, a portaria n\u00ba 199 do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade j\u00e1 prev\u00ea diretrizes e financiamento para &#8220;reduzir a mortalidade, contribuir para a redu\u00e7\u00e3o da morbimortalidade e das manifesta\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias e a melhoria da qualidade de vida das pessoas&#8221; acometidas por doen\u00e7as raras. No entanto, mais do que isso ser\u00e1 necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>A professora prop\u00f5e algumas medidas para, por exemplo, facilitar o diagn\u00f3stico e tratar essas doen\u00e7as o mais breve poss\u00edvel. &#8220;Primeiro, aumentar a cobertura do teste do pezinho, [\u2026] pensar mais nessas doen\u00e7as, isso tanto pelos profissionais de sa\u00fade, principalmente da aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, mas tamb\u00e9m pela popula\u00e7\u00e3o.&#8221; Ela prossegue explicando sobre a import\u00e2ncia das pessoas procurarem saber do hist\u00f3rico familiar, pois como s\u00e3o doen\u00e7as ligadas aos genes, essas informa\u00e7\u00f5es podem facilitar no enfrentamento da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Fonte: Uol<br \/>\nhttps:\/\/www.uol.com.br\/vivabem\/noticias\/redacao\/2022\/02\/27\/dia-mundial-das-doencas-raras-reforca-importancia-de-diagnostico-rapido.htm<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 1,3 pessoas para cada 2 mil indiv\u00edduos s\u00e3o acometidas por doen\u00e7as raras. Apesar do nome, cerca de 13 milh\u00f5es de pessoas t\u00eam doen\u00e7as raras no Brasil. Isso porque tais problemas n\u00e3o se restringem a apenas uma s\u00f3 enfermidade: estima-se um valor de 8 mil tipos delas. Al\u00e9m disso, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1233,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[320,319,66],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1232"}],"collection":[{"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1232"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1232\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1235,"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1232\/revisions\/1235"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1233"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1232"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1232"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/servicenterblog.institucional.ws\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1232"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}